Raízes do Brasil: o Video


Raízes do Brasil é  um clássico da literatura brasileira publicado em 1936 por Sérgio Buarque de Hollanda, um dos principais intelectuais do Brasil no século XX . Em Raízes do Brasil há uma crítica ao autoritarismo e à perspectiva hierárquica sempre presente nas explicações do Brasil.

Criador do conceito de  Homem Cordial, título do quinto capítulo do livro, onde encontramos uma precisa definição sobre o papel do Estado numa ordem republicana: “O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e,ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe, entre o círculo familiar e o Estado, uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição”.

Como podemos observar, essa relação de continuidade entre o círculo familiar e o Estado continua presente na vida política nacional como atesta o julgamento, pelo supremo, do denominado mensalão.

O documentário está disponível no You Tube no seguinte endereço:

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Sobre jorgesapia

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense , Mestre em Sociologia pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ (2004). Professor temporário da UFRRJ e da Universidade Estácio de Sá e do IBMR. Atuando principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, violência, cidadania, carnavalização.
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3 respostas para Raízes do Brasil: o Video

  1. Lucas Abel Figueiredo Stohler Vargas disse:

    Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, é uma interpretação original da decomposição da sociedade tradicional brasileira e da emergência de novas estruturas políticas e econômicas. Uma visão inovadora que introduziu os conceitos de patrimonialismo e burocracia, explicando os novos tempos.
    Na obra, Sérgio Buarque buscou na história colonial as origens dos problemas nacionais. Como veremos adiante, descreveu o brasileiro como um “homem cordial”, isto é, que age pelo coração e pelo sentimento, preferindo as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais. O Brasil Colônia é visto por Sérgio Buarque como tendo pouca organização social, daí o recurso freqüente à violência e ao domínio personalista. A escravidão desvalorizou o trabalho e favoreceu aventureiros que desejavam “prosperidade sem custo” – traços que se refletiam até no cultivo da terra, por métodos predatórios semelhantes aos da mineração.

    Fonte parcial: Ynaê Lopes dos Santos – História/USP

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  2. jorgesapia disse:

    Que bom que você gostou Marcus. Vamos problematizar algumas questões na próxima aula.Abraços
    jorge

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  3. Marcus V. Novais disse:

    Muito bom o documentário professor, complementa bastante o que foi visto na aula, principalmente sobre a definição do estado em “Homem cordial”.

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