Gilberto Freyre. O que é o Brasil? 2º Congresso Brasileiro de Psicanálise Da Casa Freudiana do Brasil. RJ- 1985


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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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6 respostas para Gilberto Freyre. O que é o Brasil? 2º Congresso Brasileiro de Psicanálise Da Casa Freudiana do Brasil. RJ- 1985

  1. jorgesapia disse:

    Oi Cristiane, por acaso, ou não, no instante em que recebi teu comentário apareceu uma postagem na rede sobre a noção de alteridade. Chegou sem referências mas diz muito sobre nossas profissões: “A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das funções mais importantes da inteligência. Demostra o grau de maturidade do ser humano”. Saudações.

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  2. Cristiane Nassar disse:

    Parafraseando Fernando Henrique Cardoso, à obra de Gilberto Freyre trás um deslumbramento de se descobrir novas facetas em seus escritos e em sua fala que nos encanta pelo modo como ele nos envolve e quase nos convence de suas teses, mesmo quando esta navegando por águas cheias de recifes para portos que não parecem seguros.
    Neste vídeo em especial onde ele trata da importância do olhar para o outro, o olhar social, a riqueza da miscigenação que trás consigo as mais variadas culturas a importância do conhecimento, do saber da nossa história. A importância de se contrastar o passando com o presente de fazer uma reflexão da importância da compreensão da nossa vida, do nosso meio, da nossa realidade. O social é muito importante na constituição da nossa identidade, sofremos a influencia do meio e somos influenciados por ele.
    Obrigada por tão rico material!!! E pela oportunidade de crescer mais um pouquinho!

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  3. jorgesapia disse:

    Oi Emanuelle, Achei interessante esse registro do Gilberto Freyre assim como a analogia que faz entre a psicanalise e o oficio do espião. Marca da reflexão antropológica que se constitui a partir de um olhar sobre a alteridade, sobre o outro, olhar que não seja excludente, estigmatizador nem etnocêntrico. É justamente esse olhar que permite reconhecer a diferença em sua singularidade e especificidade que parece ausente nas leituras sobre a sociedade contemporânea produzida desde o poder. Talvez seja essa a ponte entre o Freyre e o artigo do Márcio Tavares que você comentou no outro post. É nessa mesma línea que está inscrito o convite de Mercedes Francisco para pesar as formas de “servidão voluntária”.Talvez nos toque a sorte de observar a insurreição dos “saberes sujeitados” discutidos por Foucault e presentes, de alguma maneira, no “Manifesto Tatu ou not Tatu”, manifesto prévio as passeatas de 2013. Os desafios não são poucos numa sociedade que precisa entender “que saúde não se vende e loucura não se prende”. Obrigado pelos comentários e abraços.

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  4. Emanuelle Mendes disse:

    Gilberto Freyre vem tratar da importância do olhar social, iniciando pela exemplificação do Magistério, onde as leis jurídicas ganharam força no Brasil, e os juízes eram fechados no exclusivismo jurídico. Um caso resolvido juridicamente por maiores que fossem suas complexidades estavam resolvidos. A preponderância para elaborar a primeira constituição jurídica não tomou consciência do social nem do econômico resultando em uma constituição para um lado e o Brasil para o outro. O país era dirigido por Portugueses, trazendo suas tendências portuguesas e o residente Brasileiro sujeito a vários fatores que o país oferecia começa a desenvolver atividades criativas para não serem colonizados, não sendo rebeldes, mas substituindo por uma auto-colonização criada no próprio Brasil, preservando então a sua cultura. É então evidente a mistura de raças, as diferentes culturas em suas formas de relação, ressaltando mais uma vez a importância do olhar social. A psicanalise ressalta a importância do contato com a natureza, com a realidade, com as vivencias e convivências, precisando entrar no estudo dessas formas de vida para ser o que é. Vai à intimidade da vida para descobrir o que nem sempre é aparente ou ostensivo sobre a vida nacional brasileira. Faz uma analogia do bom psicanalista com um excelente espião que tem olhos para ver o que não querem que ele veja, intuição que supre saberes de gabinete, que vem de outras origens e que sejam saberes provindos de contatos diretos, não previstas pelos autores convencionais. Relata também sobre Antônio Vieira, um mestiço, que viajava para dar conferencia, se tornando também um espião psicanalítico que acumulou conhecimentos de intimidades não reservadas. Descobriu sobre a tendência do Brasileiro na valorização do mestiço, para superar a mística de que o branco era superior, o que ressalta o respeito e a igualdade sobre as raças e usou-se como um exemplo de mestiço notável e não inferior. O Brasil tem uma lição a dar ao mundo: A mistura de raças e culturas. Visando a importância de conhecer cada uma dessas culturas para enriquecer as práticas. Boa reflexão, que faz um link com as aulas de Psicologia Jurídica cujo tem gerado muita polêmica por conta desse olhar. Abraços.

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  5. jorgesapia disse:

    Oi Jamile, que bom que gostou. Tinha postado esse vídeo algum tempo atrás, ontem revi dessa analogia com a espionagem. Caso interesse as relações entre psicanálise e arqueologia sugiro dar uma olhada nesse texto: Estrutura e constituição da clínica psicanalítica: uma arqueologia das praticas de cura, psicoterapia e tratamento, do psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Christian Ingo Lenz Dunker, é editado no Brasil pela AnnaBlume.
    Não esqueça de olhar o artigo de Marcio Amaral. Ontem postei uma entrevista interessante do Manuel CAstells sobre sua percepção da cultura brasileira.
    Abraços
    Jorge

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  6. Jamile Cardoso disse:

    Palavras muito sábias! Gilberto faz com que a gente reflita como é rico o nosso país no que diz respeito à mistura de raças e culturas, ele nos traz a importância de estudar, de conhecer, de valorizar nosso passado, nossa história, nos incita a refletir como é importante estarmos contextualizados com nossa realidade, sociedade e cultura, e vivermos em contato com a natureza.
    Acredito que somos seres no mundo, seres em relação, e a riqueza da vida está nesse contato com a realidade, com as vivências, com as experiências. De fato o social deve ser valorizado por todos, afinal vivemos em uma sociedade construída por nós mesmos e por nossos antepassados, onde influenciamos esse social e somos influenciados pelo mesmo o tempo todo.
    Grata pelo momento de reflexão, professor!

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