Las servidumbres voluntarias


Em tempos de Enade, Enem, flexibilização, precarização e neoliberalismo, segue uma reflexão interessante sobre a Servidão Voluntária, da professora Mercedes Francisco, da Universidad Complutense de Madrid.

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O cartaz acima estava ontem 18/05/2015 no Largo da Carioca na manifestação do Dia de luta antimanicomial.

Las servidumbres voluntarias 

Mercedes de Francisco
Aunque la evaluación no es un tema que se haya tratado mucho dentro del pensamiento contemporáneo, sin embargo, es un fenómeno esencial de los tiempos actuales. La evaluación inunda la actividad de nuestras vidas, casi de manera imperceptible, desde los dispositivos sanitarios en su amplio espectro, hasta los educativos, empresariales, literarios, artísticos, e incluso la vida cotidiana.

Es así como lo calculable, la medida, entra en nuestras vidas y nos afecta como sujetos. El poder administrativo, las políticas de gestión, la pesadez de su control informático y estadístico, se imponen y atraviesan los gobiernos. En principio, parecería que se trata de evaluar instituciones, grupos y no de individuos, pero son los individuos los evaluados, y el resultado de ella es tener a hombres y mujeres marcados por la comparación con el grupo de referencia o los parámetros que las agencias de evaluación imponen. Esta comparación siempre se salda con un negativo.

En la clínica que nos ofrece la experiencia analítica esto es patente y claro, cada vez que el sujeto se compara sale “perdiendo”. Nos atreveríamos a decir que el poder de la evaluación es tiránico porque lo que en esencia pretende, más que la propia evaluación, es conseguir del sujeto su consentimiento a esta operación. Con este consentimiento, con esta servidumbre, dejamos de lado lo incomparable de cada uno y pasamos a formar parte de esa masa evaluada. ¿Qué consecuencias tiene esto para los sujetos?: el propio rechazo de sí mismos, un empuje destructivo, al considerarse menos que los otros y, por lo tanto, merecedores de sufrir las consecuencias de este “deficit”. Vemos así proliferar los estados depresivos, angustiosos… las adicciones. Pero también, esto explicaría la sorprendente docilidad con la que los ciudadanos aceptan este estado de cosas que los lleva a la impotencia frente a cualquier acción que pudieran acometer.


Ya Étienne de la Boétie (1) ponía en primer término esa servidumbre voluntaria, como lo único que en último término explicaría el éxito de cualquier tiranía. Es este consentimiento del sujeto lo que en última instancia
la hace posible. ¿Qué de lo propiamente subjetivo podría explicar esto? Con S.Freud y J. Lacan encontraremos respuestas a estas preguntas que se desplegarán en nuestro Foro. El psicoanálisis, por ocuparse de lo incomparable e inconmensurable de cada uno, permite a los sujetos reencontrarse con lo que les ha sido arrebatado, con lo imposible de evaluar. Desde luego no creemos ser los únicos que activamente defendemos lo más íntimo e inigualable de cada uno.

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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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6 respostas para Las servidumbres voluntarias

  1. jorgesapia disse:

    A questão é perceber a avaliação como um dispositivo de controle. Foucault chama dispositivo a qualquer coisa que tenha o poder de intervir sobre as outras, modelando e modificando comportamentos e opiniões.

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  2. jorgesapia disse:

    Oi Julia, essa mesma discussão está presente no clássico ensaio de Henry Thoreu (1817-1862) “A desobediência civil” o melhor governo, diz o autor, é o que governa menos. Entende que a grande maioria serve ao Estado não como homens mas como máquinas, com seus corpos “Na maioria dos casos não há um livre exercício seja do discernimento ou do senso moral, eles simplesmente se colocam ao nível da árvore, da terra e das pedras”. (Pg. 13).
    Abraços
    Jorge

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  3. Julia Rezende Bittencourt disse:

    Fazendo uma pesquisa mais aprofundada sobre o termo “servidão voluntária”, vi que ele foi usado pela primeira vez pela filósofa Etienne de La Boétie, que morreu aos 32 anos de idade, em 1563. Em sua obra Discurso Sobre a Servidão Voluntária, citada como o primeiro e um dos mais vibrantes hinos à liberdade, ela afirma que é possível resistir à opressão sem recorrer à violência – a tirania se destrói sozinha quando os indivíduos se recusam a consentir com sua própria escravidão.

    Como a autoridade constrói seu poder principalmente com a obediência consentida dos oprimidos, uma estratégia de resistência sem violência é possível, organizando coletivamente a recusa em obedecer ou colaborar. Foi com essa ideia que se construíram inúmeras lutas de desobediência civil no século XX e a mesma ideia levou, entre outros motivos, à queda pacífica de muitas ditaduras.

    Entre muitos pontos importantes e relevantes do Discurso Sobre a Servidão Voluntária, ressalta-se:
    _ O poder que um só homem exerce sobre os outros é ilegítimo
    _ A preferência pela república em detrimento da monarquia
    _ Afirma a liberdade e a igualdade de todos os homens na dimensão política
    _ Evidencia, pela primeira vez na história, a força da opinião pública
    _ Repele todas as formas de demagogia
    _ As crenças religiosas são frequentemente usadas pelas monarquias para manter o povo sob sujeição e jugo

    Incursionando pioneiramente pelo que mais tarde ficou conhecido como psicologia de massas, ela informa da irracionalidade da servidão, desde o título provocativo da Obra, indicada como uma espécie de doença coletiva. E, infelizmente, é o que vemos cada vez mais nos dias de hoje, onde a maioria das pessoas não faz reflexões acerca da vida e são controladas e “engolem” e seguem o que lhes é dado. Mesmo vindo do século XVI, o discurso ainda é bastante atual nos dias de hoje, afinal os indivíduos se encontram controlados e guiados por todo canto em várias esferas de suas vidas.

    Como a autora deste artigo Mercedes de Francisco cita ao final, com a psicanálise e a psicologia de uma fora geral, é possível olhar para si, a fim de se conhecer e refletir o que faz sentido para cada um, ao invés de simplesmente seguir a massa e servir os opressores.

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  4. Joseuda Lopes disse:

    Não discordo do falado, mas também não concordo. Parte muito de como é vista e tratada a avaliação tanto por parte do avaliador quanto do avaliado. Pode ser, portanto, um instrumento de enquadramento e poder ou uma ferramenta de autoconhecimeto e autodesenvolvimento. A primeira parte já foi explicada. A segunda refere-se ao fato de que as avaliações são também instrumentos para se verificar onde se está e a partir daí planejar onde se quer chegar. Não se foca na comparação com o outro ou qualquer parâmetro externo. É simplesmente “onde eu esto?”, “como faço para ser melhor do que hoje eu sou?”, “como faço para crescer?”. A avaliação pode ser esta fotografia sem depressão ou angústia. Subjetiva. Orientadora de um caminho, de um projeto de vida. Esta é a minha experiência.

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  5. jorgesapia disse:

    Problema mayor es cuando esta lógica evaluadora se transforma en política de gobierno. La tendencia será, no necesariamente de conocer, mas de cuantificar. Es la lógica numérica que correspondende a las estrategias de marketing que el mercado hoy exige.

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  6. Mario Vidal disse:

    Es muy cierto lo que dice la señora. El evaluador está siempre -por estructura- en la posición de “Amo”. El que evalúa es el Maestro, el Amo, y el evaluado es Alumno, es Esclavo es Obrero. El Amo ocupa el lugar de la Ley. A veces es preciso que haya un Maestro y un Alumno pero cuando ese cuarto de vuelta invade el reloj entero, estamos en problemas…

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