Cuidado, os alquimistas estão chegando!


 

A caminho da sociedade rentista neo-feudal ou na direção de um neo-fordismo.

O discurso de Nick Hanauer, que se define como um plutocrata, propõe um neo-fordismo para evitar o que ele chama de sociedade rentista neo-feudal. Chama a atenção para duas  categorias utilizadas pelo psicanalista Jurandir Freire Costa no texto A ética democrática e seus inimigos públicos, a saber a ideia de alheamento em relação ao outro e a irresponsabilidade em relação a si, traços que orientam o comportamento da elite ou, desta camada plutocrática. Interessante notar que na sua defesa do que  chama de Novo Capitalismo, (não confundir com a terminologia de Sennett)  reproduz  o diagnóstico marxista da proletarização e pauperização da classe trabalhadora com seus riscos inevitáveis para a continuidade do sistema.

Cuidado, os alquimistas estão chegando

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming

 

Anúncios

Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Esse post foi publicado em ADM, Aulas complementos., Globalização e Neoliberalismo, Psi, Relações Internacionais e marcado , , . Guardar link permanente.

7 respostas para Cuidado, os alquimistas estão chegando!

  1. jorgesapia disse:

    Grazie a voi, utiilizei os gráficos numa aula sobre o pós 11 de setembro de 2001. Abraços

    Curtido por 1 pessoa

  2. Demonio disse:

    Credo che la pensiamo in un modo molto simile o meglio, forse abbiamo ancora la capacità di saper guardare dietro le apparenze! Grazie e buona giornata!

    Curtir

  3. jorgesapia disse:

    Klaudio, estamos no mesmo barco da globalização desemfreada. Do pensamento único orientado para o consumo e do medo do terror/e ou violência, que paralisa e privatiza os individuos que reclamam por segurança.
    P.S, li com atenção teu post e indentifiquei as referências dos graficos. apresentados. Abraços

    Curtido por 1 pessoa

  4. Demonio disse:

    Direi che son già arrivati, all’inizio in sordina ma poi sempre meno tanto che ormai il popolo si è assuefatto. In italia arriviamo al paradosso che quello che fu il più grande partito di sinistra europeo, ormai diventato più di destra delle destre storiche, di fronte a dei movimenti di sciopero propone soluzioni “alternative” cioè semplicemente sta inculcando l’idea che lo sciopero sia un delitto e che non debba più essere consentito. Un tempo di fronte a cose del genere ci si sarebbe fermati tutti…oggi nessuno dice nulla, al massimo qualche strillata sui social network. Gli alchimisti hanno vinto…

    Curtir

  5. jorgesapia disse:

    Aproveito para desejar um feliz ano e sugerir o texto de Jesse de Souza: http://www.cartacapital.com.br/revista/876/o-demolidor-8459.html

    Curtir

  6. lucasgemal disse:

    Concordo. E trago uma reflexão do Josse Souza (em seu artigo falando da obra de R.Matta):
    ”O indivíduo, entre nós, se definiria pela
    oposição com o seu contrário: a pessoa. Esta, por
    sua vez, se definiria como um ser basicamente
    relacional, uma noção apenas compreensível, portanto,
    por referência a um sistema social onde as
    relações de compadrio, de família, de amizade e de
    troca de interesses e favores constituem um elemento
    fundamental. No indivíduo teríamos, ao
    contrário, uma contigüidade estrutural com o mundo
    das leis impessoais que submetem e subordinam”.

    Curtir

  7. Exato, Jorge (Jorgito). A imagem da proletarização como a força interna de desestruturação do sistema fica bem clara, e ele aponta a saída através da intervenção governamental. A responsabilidade não é das empresas, nem de quem se locupleta dos lucros gerados, é do Estado. Sua visão plutocrática é exercer seu poder instituído em seu favor através da manipulação do papel do Estado para “o bem comum”. Tão sofisticado quanto cara-de-pau.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s