Alegoria da caverna segundo José Saramago.


Texto: A alegoria da caverna – A República (514a-517c)

http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/203.pdf

– No livro VII da República, Platão desenvolve a célebre Alegoria da Caverna. “Sócrates: Imaginemos que existam pessoas morando numa caverna. Pela entrada dessa caverna entra a luz vinda de uma fogueira situada sobre uma pequena elevação que existe na frente dela. Os seus habitantes estão lá dentro desde a infância, algemados por correntes nas pernas e no pescoço, de modo que não conseguem mover-se nem olhar para trás, e só podem ver o que ocorre à sua frente. (…) Naquela situação, você acha que os habitantes da caverna, a respeito de si mesmos e dos outros, consigam ver outra coisa além das sombras que o fogo projeta na parede ao fundo da caverna?”  (PLATÃO. A República. São Paulo: Editora Scipione, 2002. p. 83).

A alegoria permite uma leitura epistemológica, preocupada com  a compreensão do surgimento do conhecimento humano e, ao mesmo tempo,  uma interpretação pelo ponto de vista político, isto é, sobre aquele que atinge as ideias verdadeiras que permitiram um bom governo.

No link uma leitura interessante da Alegoria por Saramago

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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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34 respostas para Alegoria da caverna segundo José Saramago.

  1. jorgesapia disse:

    Obrigado pelo comentário Maiara. A caverna está mais presente do que a gente imagina. Capturou o espirito do Saramago. Gostei da relação com o Ensaio sobre a cegueira.
    Abraços
    Jorge

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  2. jorgesapia disse:

    Que bom que você gstou Brenda. Abraços

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  3. Brenda Carracena disse:

    O texto é tão interessante quanto o trecho do vídeo.
    Sensacional!!! Obrigada professore, por disponibilizá-los. (Aluna de psicologia-ibmr barra/noite)

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  4. Maiara disse:

    Saramago tem uma visão de mundo como se todos nós estivéssemos nele sem sentido. Um ponto importante que ele deixa explicito é que se uma pessoa recebesse 500 jornais escritos, ela não conseguiria absorver nada, do mesmo jeito que ocorre na televisão, somos bombardeados o tempo todo com a informação. Como o segundo moço do vídeo diz – O homem hoje em dia só consegue prestar atenção em coisas extraordinárias. O que certamente causa uma desatenção ao mundo real, as coisas reais. Fruto do egoísmo. Como Saramago diz – Estamos perdidos com nós mesmos, assim com o mundo e seu sentido.

    A alegoria da caverna é clara sobre a questão do mundo inteligível, aonde quem se aprisiona na caverna não quer deixa-la. Mesmo tento infinitas realidades a sua disposição. Infelizmente vivemos a alegoria da caverna.

    Isso me faz refletir sobre o livro ensaio sobre a cegueira, aonde me pareceu, vendo agora esse vídeo, uma metáfora clara da alegoria da caverna, aonde todos eram cegos por sua verdade, seu egoísmo. Só quando param de ser ignorantes e começam a pensar sobre o próximo, sobre a vida e a realidade eles conseguem se distanciar da cegueira endógena.

    Enfim, posso ter escrito mil besteiras, mas em minha mente ficou bem claro a alegoria da caverna nos tempos atuais.

    Maiara Praça – Psicologia – IBMR Barra- Noite

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  5. jorgesapia disse:

    Obrigado Lidiane.
    Abraços

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  6. Lidiane Duarte de Souza Benetti disse:

    Interessante ler e ouvir sobre esse ponto de vista abordado da caverna, no qual me fez refletir, como somos e deixamos ser, talvez enganado ou simplesmente conduzido pelo mundo no qual nos cerca. Muita das vezes dizemos que não aceitamos certas coisas, mais quando nos deparamos estamos fazendo igual. A mídia hoje ela é vista como uma maior fonte de persuasão, e mesmo assim não a deixamos para ler um bom livro, no qual nos traria mais cultura, mais vivencia do que realmente a vida é. Devemos a todo instante tentar nos policiar com nossas atitudes, e escolher o que realmente precisamos para viver uma vida saudável em todos os sentidos. Interessante também o Saramago situando a vida tão simples, tão singela, enquanto nós estamos complicando com a correria do dia a dia.

    Obrigado professor, me ajudou muito a refletir melhor no que realmente estou deixando de legado para minhas próximas gerações.

    Grande abraço…

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  7. Carlos Henrique Janibelli disse:

    Viver é uma arte. O vazio existencial é real no ser humano. Saramago adverte brilhantemente sobre a atualidade do mito da caverna de Platão, uma vez que o homem atual avança em todas as áreas do saber, buscando sua própria imortalidade ou maior longevidade, e ao mesmo tempo sente-se cada vez mais vazio existencialmente. O “ter” parece ter ocupado forçosamente quase todo o espaço do “ser”. A massificação de informações que chegam até nós diariamente parece ter sempre uma segunda intenção :de vender algo, de corromper o interlocutor, para ocupar o seu vazio existencial com “coisas”, que tem porém com tempo curto de validade. “Viver” as coisas, as pessoas, a natureza, o agora é a saída para uma vida com significado.

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  8. jorgesapia disse:

    Interessante a atualidade desse texto. Abraços

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  9. Carolina Silva Sampaio disse:

    O diálogo entre Sócrates e Glauco, na alegoria da caverna, nos faz refletir sobre a realidade que vivemos atualmente, sobre como somos persuadidos pela grande mídia, nos impondo suas culturas e favoritismo. As sombras da caverna seria a televisão de hoje, apresentando uma suposta realidade humana que não condiz com os padrões da maioria de seus telespectadores. Apesar desta desigualdade entre realidade televisiva e realidade vivida, os nossos prisioneiros de agora tem a plena consciência de que aquele cenário não passa de uma falsa realidade, mesmo assim, permanecem admirados pelas lindas histórias contadas na TV. Hoje, o homem que volta diariamente para salvar os prisioneiros é a própria consciência, mas, infelizmente ela é deixada de lado e os pés continuam acorrentados. Feliz de quem se liberta!

    Carolina Sampaio

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  10. Anônimo disse:

    O diálogo entre Sócrates e Glauco, na alegoria da caverna, nos faz refletir sobre a realidade que vivemos atualmente, sobre como somos persuadidos pela grande mídia, nos impondo suas culturas e favoritismo. As sombras da caverna seria a televisão de hoje, apresentando uma suposta realidade humana que não condiz com os padrões da maioria de seus telespectadores. Apesar desta desigualdade entre realidade televisiva e realidade vivida, os nossos prisioneiros de agora tem a plena consciência de que aquele cenário não passa de uma falsa realidade, mesmo assim, permanecem admirados pelas lindas histórias contadas na TV. Hoje, o homem que volta diariamente para salvar os prisioneiros é a própria consciência, mas, infelizmente ela é deixada de lado e os pés continuam acorrentados. Feliz de quem se liberta!

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  11. jorgesapia disse:

    Interessante essa relação com Bauman. É por ai mesmo. Abraços.

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  12. jorgesapia disse:

    Oi Marjorie, que interessante a procura de Janela da Alma. O video é muito bom. Tinha esquecido que era um fragmento desse video. Obrigado pela lembrança. Sim aquele trecho do filme sobre Platão é uma produção da secretaria de cultura do Paraná.

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  13. Marjorie Monteiro disse:

    Professor Jorge, achei tanto a leitura como o trecho do vídeo com a fala de Saramago muito interessantes, e acabei indo atras do vídeo na íntegra. “Janela da Alma”, de 2001 correto?! A reflexão que podemos fazer diante do discurso presente no vídeo é sensacional, tanto por parte do Saramago, como do cineasta alemão que também dá seu depoimento no video. A linkagem com o nosso mundo atual (moderno, capitalista e tecnológico) e a relação de como as pessoas tem vivido, principalmente no seculo XXI, realmente remete bastante à alegoria da Caverna de Platão. Talvez sim estejamos cada vez mais cegos por influencia da sociedade em que vivemos atualmente.. Enfim, valeu a reflexão!!
    Agradeço a oportunidade do conhecimento!
    Grande abraço

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  14. Manuela disse:

    A releitura da alegoria da caverna por Saramago nada mais é do que a afirmação do quanto a sociedade contemponea tem se tornado cada vez mais líquida, assim como apontado por Bauman. Partindo desse princípio, vemos a valorização da quantidade e não dá qualidade do conhecimento, isto é, o que importa é a absorção do maior número de informação e não seu aprofundamento com a finalidade de buscar a veracidade dos fatos. Desse modo, nos tornamos cada vez mais propensos há debates pautados em aspectos básicos ou até mesmo erroneos, sem um compreendimento real do assunto, visto que nos é exigido isso (e mais um pouco) devido à velocidade da informação e sua disponibilidade.  Assim sendo, o homem celebra a competição constante com o outro, pois o seu saber nunca é suficiente e ele deve sempre buscar a atualização, o que não é errado como algo motivacional para a procura de tornar-se informado, mas peca ao excluir a importância de reconhecer que para sair da caverna existe um processo e ele deve ser respeitado. Em outras palavras, podemos afirmar que ao buscar informações a respeito de algum assunto, caminhamos em direção à luz, e a medida que aceitamos isso, podemos lidar melhor com a necessidade de não queimar etapas, afinal: o conhecimento faz parte de um processo tal como sair da caverna.

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  15. Marcelly disse:

    Professor muito interessante o vídeo, principalmente quando é falado que estamos vivendo na caverna de Platão, o que infelizmente é uma verdade e poucos enxergam isso. Estamos aceitando esse fato da mesma forma que as pessoas presas na caverna aceitavam ficar lá, aceitamos as coisas que o mundo audiovisual está nos “impondo”.
    Marcelly Mattos
    Psicologia
    1º periodo – Barra/noite

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  16. Marcelly disse:

    Professor, achei muito interessante o vídeo e o que é dito nele faz a gente pensar bastante na vida que levamos, pelo fato de aceitarmos algumas coisas que nos impõe, sem nem lutar contra, como as pessoas presas na caverna que aceitaram ficar ali. Como fala no vídeo estamos vivendo de certa forma na caverna de Platão e infelizmente é uma verdade que poucos enxergam.
    Marcelly Mattos
    Psicologia

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  17. Marina Tankus disse:

    Muito interessante a visão de Saramago, e me identifico muito com ela. Ele clareia muito a interpretação de Platão ao unir sabedoria e bondade, pois quando manifestamos características como violência, vaidade, egoísmo, estamos sendo imensamente ignorantes, mesmo que sejamos formados na mais conceituada universidade.
    Aluna de Epistemologia da Psicologia – 1º período IBMR Noite
    Marina Campos Tankus

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  18. jorgesapia disse:

    Michelle, o Ensaio sobre a ceguera é de uma luminosidade surpreendente. Quando puder leia Intermitências da Morte.
    “O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.”
    ― José Saramago

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  19. jorgesapia disse:

    Sumiu não. Não tinha sido aprovado.

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  20. jorgesapia disse:

    Obrigado pelo comentário Wemerson. Abraços.

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  21. jorgesapia disse:

    Bom dia Michelle, gostei do que li. Talvez não estejamos totalmente cegos, mas temos um certa preguiça em pensar a respeito de outros pontos de vista que podem nos ajudar a entender uma realidade multifacetada. Como diz Platão, a procura pelo conhecimento (mundo das ideias) é dolorosa.
    Abraços

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  22. Michelle Fernandes disse:

    Professor, muito bom esse vídeo, me fez pensar na questão da mudança do pensamento mítico para o filosófico-científico,onde a forma misteriosa e sobrenatural era a forma única de conhecimento da realidade, isso também pode ser considerado como uma visão das sombras da realidade. também refleti na questão da contemporaneidade, no sentido em que hoje temos muitos filtros da realidade, a internet, a tv, a moda etc… são espectros da realidade e não a realidade em si, apesar de muitas pessoas ainda estarem presas a essas cavernas como sendo a unica forma de conhecer o mundo. Será que essas pessoas ( dentro da caverna) se acomodaram com essa “realidade”? será que é mais fácil aceitar uma verdade imposta do que gastar tempo em busca dela através de pensamento crítico, estudo e conhecimento? Será que realmente estamos todos cegos como diz Saramago?
    Michelle Fernandes
    Psiologia
    1º periodo – Barra. noite

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  23. jorgesapia disse:

    Obrigado Paola, de fato há hoje um desinvestimento na vida coletiva que é preocupante.
    Abraços
    Jorge

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  24. Nos dia de hoje vivemos situações muito parecidas seja por sua vez situações onde nos deixamos levar
    sombra de alguma verdade que se perdeu no emaranhado de teias formado pela internet
    ou difusos pelo telefone sem fio.
    Nosso comodismo por muitas vezes tem nos atrapalhados em buscar a verdade, pensar criticamente
    e descobrir um mundo diferente fora de nossa própria caverna. Preferimos a escuridão.
    Abrir mão da escuridão e ir de encontro a luz, a verdade é um processo ardo as vezes
    não por ele em si ser difícil mas quebrar nossos paradigmas, dogmas ou esteriótipos
    muitas das vezes é um grande obstaculo para alguns.
    Mas esse processo também é um processo de aprendizagem. Vale me lembra de uma frase que li recentemente
    de um escritor francês ““A meta de uma discussão não deveria ser a vitória ou a derrota,
    mas o progresso” Joseph Joubert
    Embora nem todos se encontram preparados para conhecer a verdade. Pois se encontram presos
    pelas correntes da ignorância. Que para libertá-las será preciso estudar, pesquisar
    questionar, romper com o fanatismo com o comodismo.
    Se não diremos como as pessoas da caverna ‘tais coisas nunca existiram’. Tudo
    não passa de uma ilusão. Vivem e pensam porém um um mundo anacrônico, guiadas pela
    ignorância cujo mal pode levar a morte física e espiritual do homem.

    Aluno Relações Internacionais Manhã Botafogo IBMR

    Wemerson Andrade Morais

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  25. Anônimo disse:

    Olá Professor, achei incrível esse vídeo,pois nos faz pensar em várias questões como: A acomodação em relação a informação e ao pensamento, ou seja, é mais fácil receber informações prontas ao invés de buscar o conhecimento, consumimos ” verdades prontas” e fazemos daquilo a própria realidade sem sequer nos darmos ao trabalho de avaliar se aquilo é real ou não,e também o fato de enxergarmos a vida a partir de uma ótica muito egoísta, dicotômica e intolerante, não permitindo uma abertura no nosso campo de visão. Também me chamou atenção o que Saramago diz sobre a humanidade estar cega, concordo com essa afirmação dele, pois vivemos uma época que o outro é invisível, acabei de ler o livro Ensaio sobre a cegueira, e me pareceu uma bela metáfora dos nosso tempo.
    Michelle Fernandes
    2016 / 1 Psi Barra noite

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  26. jorgesapia disse:

    Que bom Gabriela. Gostei também da tua sugestão. Obrigado.
    jorge

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  27. Gabriela Araujo disse:

    O mito da caverna é simplesmente sensacional! Obrigada por me introduzir à ele professor!
    Também li sobre ele nesse texto e achei interessante, segue o link: http://obviousmag.org/alcova_moderna/2016/03/quando-saimos-da-caverna-e-caimos-no-mundo.html

    Gabriela Araújo
    (Aluna de Epistemologia da Psicologia- IBMR / Noite).

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  28. jorgesapia disse:

    Que bom Ryan.
    Abraços
    Jorge

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  29. Ryan do Carmo Camillo disse:

    Muito obrigado professor! esclareceu bastante !
    um grande abraço
    Ryan Camillo -ibmr Barra

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  30. Paola Lobo disse:

    O belo discurso de José Saramago faz-nos refletir sobre o imenso mundo de informações que vivemos. Hoje, estamos diante de um espaço midiático que emitem diversas notícias, em quantidades exorbitantes. Como se não bastasse, cobram-nos conhecimento sobre tudo. No entanto, não há tempo para se refletir sobre esse bombardeio incessante e com isso acabamos por não saber de nada, tornando-nos uma sociedade de muitas opiniões e menos conhecimento. Concordo plenamente com José Saramago que afirma que hoje vivemos em uma caverna, encontrando-nos todos cegos, mediante esse turbilhão de imagens e informações, reafirmando a ideia de Platão. É mister salientar que para segundo este filósofo, deve-se haver a libertação do estado de ignorância e isso requer um esforço intelectual e moral. Em um momento da história em que enfrentamos uma avalanche de informações (estas nem sempre confiáveis) tal esforço é fundamental para a independência de atores da sociedade que querem apenas que se perpetue nosso estado de ignorância para sermos subservientes à elas de forma cega e sem questionamentos.
    A independência pelo conhecimento empírico é a chave para nossa elevação como cidadão. Consequentemente, exerceríamos o nosso instinto animalesco político no qual Aristóteles se referia – pois ao adquirir o status de cidadão, automaticamente nos sentimos parte do ambiente coletivo em que vivemos (a Pólis) desenvolvendo características essenciais: a racionalidade e o equilíbrio -. Tendo por base o ponto aristotélico citado, a vida coletiva humaniza o homem, no entanto, hoje não se vive coletivamente, ou melhor, é uma ação rara, que distância o homem da pólis, logo o distancia do seu fim, ou seja, a felicidade.
    Destarte, a figura do filósofo coaduna-se com a germinação do senso crítico, que no médio e longo prazo se transformará na mais efetiva forma de autonomia intelectual, política e moral tão necessária neste momento político-social conturbado que vivemos.

    Paola Lobo Amorim – Relações Internacionais / IBMR Botafogo

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  31. jorgesapia disse:

    Oi Leonardo, pois é, esse mundo moderno que desde a dupla revolução nos no meio de um turbilhão de imagens não se deixa aprender com facilidade. Para sair do “mundo das sombras” (o mundo sensível em Platão) é necessário um esforço significativo que nem todos estamos dispostos a realizar. Saramago, como sempre, preciso e estimulante.
    Abraços

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  32. Leonardo disse:

    Uma reflexão poética de um momento em que a velocidade das informações não nos deixa ver o simples e o essencial da vida. Nos perdemos em meio as imagens, que em turbilhão desfiguram seus contornos, transformando-se em sombras ao modo da alegoria da caverna. Em que pese o reconhecimento do momento presente, é inevitável descobrir maneiras de lidar com essa nova perspectiva, que não tem volta. Portanto a reflexão do Saramago me soa nostálgica de um tempo que se foi não tem muito tempo. Lidar com essas nova perspectiva, suportar o acesso a essas imagens em milhões de possibilidades a todo o tempo e encontrar o caminho da escolha e da seleção do que realmente importa para cada sujeito, talvez seja o desafio dos novos tempos.

    Leonardo Lima da Silva

    Aluno de Psicologia – Primeiro semestre/IBMR Barra – Aula de Epistemologia.

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  33. Daiane disse:

    A reflexão de Saramago sobre a alegoria da caverna é um convite para desenvolver mais pensamentos, nos tornando locutores da dúvida. No sentido do homem estar cego para a sensibilidade e para a razão existe relação com o animal político inserido na polis atual, isso porque é comum a massa ser inerte ao desconhecimento, e ainda àqueles que tentem clarear a escuridão da caverna aos acorrentados, mas eles, por sua vez, se tornam inseguros e inconformados. Estou falando do saber nos dias de hoje, o homem cidadão que menos se vê, porque cada vez menos existe, o que torna isso uma ideia retrógrada, visto todas as possibilidades tanto virtuais ou de conhecimento histórico que o cidadão não se interessa e ao não se interessar, se esvazia. Pessoas vagas que facilmente são alienadas. É interessantíssimo quando Saramago afirma que sempre será assim, uns acorrentados e outros livres, porque mesmo que alguns fatores façam parte da natureza humana, como o medo e do desconhecido e a agressividade e o egoísmo, o ceticismo é só uma consequência dela, que alguns, e não todos, se deixam levar.

    Alunos Relações Internacionais Manhã Botafogo IBMR
    Daiane Barbosa e Jonatas Vieira

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