Livro da Semana: História da Loucura – Michel Foucault

História da Loucura na Idade Clássica foi lançado em 1964.

Após a nomeação do psiquiatra conservador Valencius Wurch para a Coordenação Nacional de Saúde Mental[1], o livro História da Loucura, de Michel Foucault, se torna ainda mais atual.

Wurch é antigo opositor à reforma psiquiátrica no Brasil, que ele considera como ação de “caráter ideológico” e foi diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras por 10 anos, o maior hospital psiquiátrico da América Latina, fechado somente em 2012.

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A história se repete como tragédia.

Escrevi em outro tempo e em outro lugar a respeito do Impeachemt de Fernando Collor. Se o golpe for aprovado hoje, pela lamentável Camâra de deputados e, caso seja aprovado no Senado, vamos perder mais uma década. Falava então que:

“A mobilização pro impeachment alcançou seus objetivos, porém não foi suficiente para mudar um quadro que se projetou dramaticamente por toda a década de 1990. Década, que viu aumentar os índices de violência e cujas políticas de controle foram orientadas pela lógica da “criminalização da pobreza”, (Bauman, 1999). O diagnóstico principal foi o da construção de uma “cidade partida” (Carvalho, 1994), dividida entre o mundo do asfalto e o mundo da favela. Portanto, o diagnóstico foi o de uma cidade imersa na incomunicabilidade, atemorizada pela violência cotidiana cujos alvos principais foram as vítimas de sempre. Violência que, ao ser espetacularmente difundida através dos meios de comunicação, permite o desenvolvimento de uma consciência coletiva de apoio e justificação das recorrentes práticas de tortura e violações policiais, que permanecem nas diversas experiências democráticas. O clima de individualismo perverso que ordena essa nova configuração social permite a construção de um universo no qual predominam, como discute Jurandir Freire Costa (1987), práticas culturais que conduzem à despolitização radical do mundo”.

Hoje, a possibilidade de superar esse quadro desalentador passa pela mobilização da juventude, pela luta e pela arte. Ontem dia 16 de abril, vespera da manobra golpista, diversos coletivos artisticos, vinculados ao canaval de rua mostraram sua disposição de resistir às tentativas de expansão do projeto neoliberal cujas cabeças visíveis presidem o Congresso Nacional e operam nos bastidores da vice presidencia da República. IMG_5264

#Nãovaitergolpe #vaiterluta,

Manisfesto dos militantes e foliões do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro.

Militantes e foliões do carnaval de rua do Rio de Janeiro.

Blocos maracangalha quinta Não, golpe de novo, Não!

O Carnaval de rua tem mostrado sua potência transformadora no Rio de Janeiro e em diversas outras cidades do país. A festa carnavalesca e o Carnaval de rua, particularmente, nos convoca anualmente com suas pautas democráticas, agregadoras e transformadoras.

O carnaval nos convoca pela sua capacidade de produzir afetos e convida a cada um de nós, militantes da alegria, a lutar por uma cidade e um país inclusivo e não excludente.
Nos, militantes desse carnaval, vamos ocupar as ruas em defesa da democracia e da constituição.

O Carnaval nos convoca a marcar uma firme e serena posição contra a seletividade das investigações, contra a manipulação da mídia, contra a escalada da violência promovida por grupos organizados contrários ao debate civilizado.
O carnaval nos convoca à defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

O carnaval nos convoca para mostrar nossa firme oposição às políticas de discriminação de gênero, opção sexual, credo, cor, posição social.

O carnaval nos convoca para lutar contra a intolerância, contra a misoginia, a homofobia, a xenofobia. Nos convoca, em resumo, a lutar contra toda forma de opressão.

Neste momento histórico de reflexão e luta, momento de fala e não de silêncio, os militantes e foliões do carnaval de rua, seus músicos e compositores estão dispostos a mostrar sua vontade de ocupar a cidade com a ação que os constitui: arte, irreverência, critica e alegria.

Apoiam o movimento:
Banda da Rua do Mercado
Bip Bip
Bloco Arteiros da Glória
Bloco Bafafá
Bloco Céu na Terra
Bloco das Carmelitas
Bloco Clube do Samba
Condomínio Habitacional Barangal
Bloco Imprensa que eu Gamo
Largo do Machado, mas Não Largo do Copo
Largo do Machadinho, Mas Não Largo do Suquinho
Bloco Maracutaia
Bloco Me Enterra na Quarta
Bloco Meu Bem, Volto Já
Bloco Tá pirando, pirado, pirou
Bloco Peru Sadio
Bloco Vamo ET
Rancho Flor Do Sereno
Eu sou eu Jacaré é Bicho Dágua
Cordão do Prata Preta
Bloco de Segunda
Cordão do Boitatá
Orquestra Voadora
Honk Rio Festival
Bloco Põe na Quentinha
Embaixadores da Folia