A história se repete como tragédia.


Escrevi em outro tempo e em outro lugar a respeito do Impeachemt de Fernando Collor. Se o golpe for aprovado hoje, pela lamentável Camâra de deputados e, caso seja aprovado no Senado, vamos perder mais uma década. Falava então que:

“A mobilização pro impeachment alcançou seus objetivos, porém não foi suficiente para mudar um quadro que se projetou dramaticamente por toda a década de 1990. Década, que viu aumentar os índices de violência e cujas políticas de controle foram orientadas pela lógica da “criminalização da pobreza”, (Bauman, 1999). O diagnóstico principal foi o da construção de uma “cidade partida” (Carvalho, 1994), dividida entre o mundo do asfalto e o mundo da favela. Portanto, o diagnóstico foi o de uma cidade imersa na incomunicabilidade, atemorizada pela violência cotidiana cujos alvos principais foram as vítimas de sempre. Violência que, ao ser espetacularmente difundida através dos meios de comunicação, permite o desenvolvimento de uma consciência coletiva de apoio e justificação das recorrentes práticas de tortura e violações policiais, que permanecem nas diversas experiências democráticas. O clima de individualismo perverso que ordena essa nova configuração social permite a construção de um universo no qual predominam, como discute Jurandir Freire Costa (1987), práticas culturais que conduzem à despolitização radical do mundo”.

Hoje, a possibilidade de superar esse quadro desalentador passa pela mobilização da juventude, pela luta e pela arte. Ontem dia 16 de abril, vespera da manobra golpista, diversos coletivos artisticos, vinculados ao canaval de rua mostraram sua disposição de resistir às tentativas de expansão do projeto neoliberal cujas cabeças visíveis presidem o Congresso Nacional e operam nos bastidores da vice presidencia da República. IMG_5264

#Nãovaitergolpe #vaiterluta,

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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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2 respostas para A história se repete como tragédia.

  1. jorgesapia disse:

    Pois é Eduarda, é mais um ciclo de retrocesso do campo popular.

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  2. Eduarda Cassiano disse:

    Assustador o que está acontecendo na política. Todo apoio aos sensatos que lutam contra o golpe e a favor da democracia.
    #vaiterluta

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