Miolo do alho: O injustiçado da culinária.



Em recente artigo de Regina Cassuollet lemos, não sem surpresa, a veemente defesa de um importante ingrediente da culinária histórica e internacional: o Allium sativum ‘Solo garlic’, popularmente conhecido como alho. O artigo trata mais especificamente do miolo do alho.

A autora, estupefata com a demonização desse componente matricial do alho realizada por grandes chefs dá culinária midiática internacional, resolveu publicar os resultados da sua pesquisa que comprova o valor nutricional, terapêutico e afrodisíaco do combatido núcleo germinal da hortaliça.

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No que diz respeito aos valores terapêuticos, a pregnância do odor característico do núcleo, impede as viroses sabidamente transmitidas pelos perdigotos.

Do ponto de vista nutricional informa autora que o miolo em questão concentra quantidade abissal de vitaminas A, B, C, e E. Tal concentração e responsável por um turbilhão de benefícios intra e supra epidérmicos.

Em tempos de chikuncunha o miolo do alho ajuda a evitar os efeitos perversos da picadura do mosquito. Mostra a autora que, do ponto de vista afrodisíaco, a recíproca não é verdadeira.

Agradeço ao músico e professor Jorge Simas pela generosa indicação de tão profícua leitura. Aproveito também para perguntar ao professor, que saberá, como músico que é, tirar uma dúvida que há tempo me persegue.

Sempre ouvi dizer que o pessoal da percussão é chamado, carinhosamente, do “pessoal da cozinha”. Ao que parece a denominação está relacionada com a tradição de untar com alho o couro do falecido, como diria Monsueto.

Deve ser por isso, também, muito se ouve a expressão, – utilizada para fazer referência a bateristas, ao pessoal do pandeiro, surdo e tumbadoras – esse cara bate pra dédeu!

Procede professor?

 

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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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