Sobre a sociedade do desempenho. Flexibilização do trabalho e domesticação do corpo.


Compartilho a coluna de @Eliane Brum

Exaustos-e-correndo-e-dopados

Na sociedade do desempenho, conseguimos a façanha de abrigar o senhor e o escravo no mesmo corpo

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html

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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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45 respostas para Sobre a sociedade do desempenho. Flexibilização do trabalho e domesticação do corpo.

  1. Estamos vivendo na era da exaustão, temos diversos tipos de pressões, seja no trabalho, na faculdade e na nossa própria casa, vivemos como escravos, com a rotina do dia a dia buscamos progredir e as vezes não temos muito êxito, buscamos uma felicidade que parece não existir, com todas essas pressões acabamos adoecendo fisicamente e psicologicamente. Tenho alguns amigos que sofrem de ansiedade e depressão por sempre tentarem buscar o perfeccionismo. E o que ganhamos com isso? O que buscamos com isso?
    E mais um ano se passa, e percebemos que não estamos vivendo, na verdade estamos tentando sobreviver no meio do caos da sociedade dita de controle.

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  2. Danielle Fonseca Pimentel disse:

    “Frente à vida desnuda, aponta Han, reagimos com hiperatividade, com a histeria do trabalho e da produção. A agudização hiperativa da atividade faz com que essa se converta numa hiperpassividade” (Eliane Brum).

    Tornamo-nos, em essência, sujeitos reativos. Hiper-reativos. Reagimos a todo e qualquer estímulo múltiplo, facetado, instantaneamente e cada vez mais rápido a ponto de reagirmos em antecipação a uma situação supostamente vindoura.
    Saltamos em direção ao futuro e ao cumprimento de metas cada vez mais exigentes e inatingíveis por seres humanos. Buscamos atingir o infinito na velocidade da luz. Essa obsessão coletiva nos tira o presente, o tempo presente que é onde verdadeiramente a vida acontece, nos tira a liberdade de “só” ser.
    Ao reagirmos a tudo de forma instantânea – e antecipada – aderimos compulsiva e irracionalmente. Abrimos mão do pensar, do refletir, da ação, do silêncio, do presente, da vida que é nossa. Entregamo-nos hiperpassivos a todos os impulsos e a todos os estímulos. A vida se esvai num dia-a-dia de insatisfação, num espaço onde tudo o que foi vivido, conquistado, experienciado, compartilhado, não foi o bastante, mas insuficiente.
    Para finalizar a reflexão, cito Zygmunt Bauman, in Modernidade Líquida, 1ª edição, Jorge Zahar Editora, 2001:
    “(…) “Indivíduos frágeis”,destinados a conduzir suas vidas numa “realidade porosa”, sentem-se como que patinando sobre gelo fino; e “ao patinar sobre gelo fino”, observou Ralph Waldo Emerson em seu ensaio Prudence, “nossa segurança está em nossa velocidade”. Indivíduos, frágeis ou não, precisam de segurança, anseiam por segurança, buscam a segurança e assim tentam, ao máximo, fazer o que fazem com a máxima velocidade. Estando entre os corredores rápidos, diminuir a velocidade significa ser deixado para trás; ao patinar em gelo fino, diminuir a velocidade também significa a ameaça real de afogar-se. Portanto, a velocidade sobe para o topo da lista dos valores de sobrevivência. A velocidade, no entanto não é propícia ao pensamento, pelo menos ao pensamento de longo prazo. O pensamento demanda pausa e descanso, “tomar seu tempo”, recapitular os passos já dados, examinar mais de perto o ponto alcançado e a sabedoria (ou imprudência, se for o caso) de o ter alcançado. Pensar tira nossa mente da tarefa em curso, que requer sempre a corrida e a manutenção da velocidade. E na falta do pensamento, o patinar sobre o gelo fino que é uma fatalidade para todos os indivíduos frágeis na realidade porosa pode ser equivocadamente tomado como seu destino (…)”.

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  3. Karine Castro Silva disse:

    Exaustos-e-Correndo-e-Dopados

    O indivíduo sobrecarregado
    Nos dias atuais a sensação é que a sociedade sobrevive, e não vive. Sobrevive a pressão, no trabalho, na faculdade, pós-graduação e afins, buscando um progresso que nunca tem fim, e as patologias acarretadas com tudo isso, como a depressão e ansiedade por exemplo. Estamos sempre exaustos, e prisioneiros de cobranças feitas por nós mesmos, ao mesmo tempo com uma sensação de falsa liberdade. Sempre à disposição, sempre competentes e preocupados em produzir, porém de uma forma muito exacerbada, e sem perceber que estamos nos roubando algo muito precioso: nosso próprio tempo.

    Internet e tecnologia: prós x contras
    É como se expediente nunca acabasse. Batemos o ponto, levamos o notebook para casa e lá o trabalho continua para enviar aquele e-mail importante, ou o relatório diário que não couberam durante as 08 horas de expediente.
    Através da internet o indivíduo está sempre conectado ao mundo, e pode fazer mil coisas ao mesmo tempo e de forma eficiente com a rapidez da conexão de internet oferecida. Como atender uma ligação pelo celular, responder um e-mail num tablet e compartilhar uma foto pelo computador ou até mesmo trabalhar, tudo isso ao mesmo tempo, pois não há brecha para fazer uma coisa de cada vez.
    Outro ponto importante, é o fato da internet e tecnologia aproximar e afastar as pessoas ao mesmo tempo. Pois na medida em que uma conversa por whatsapp por exemplo acaba se tornando mais acessível e fácil ao invés de um bate –papo pessoalmente, no geral acaba-se optando pela opção mais fácil. Um diálogo olho no olho está cada vez mais escasso.

    De uma forma resumida, nos tornamos uma sociedade que se cobra produção e resultados, autocrítica em excesso, e na maioria das vezes deixando de lado o lazer. Um ciclo sem fim em busca de satisfação. Mais próximos e mais distantes ao mesmo tempo, um dos outros e do mundo.

    Karine Castro Silva – mat:2016201634 / Psicologia – Botafogo/Noite

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  4. Simone Tomás disse:

    A correria do dia a dia: a percepção de estarmos acelerados demais e não conseguirmos parar,porque se isso acontecer,nos causa à sensação de que ficaremos pra trás. Analogia do roedor que correr sem parar dentro de uma roda é excelente: corre sem nunca chegar a lugar algum,até a exaustão do corpo. Aliás,chega sim,à morte.
    Tudo precisa ser veloz hoje. É preciso sempre estar pronto pra o correr da fila. Nada se aprofunda ,não há tempo pra choro,decepção,tristeza. Vamos porque a vida corre ,e precisamos saber de tudo,nos inteirar de tudo,provar de tudo, porque amanhã é algo que não existe.
    Parecemos conectados,mais próximos,mas não nos aprofundamos no que realmente interessa: sentimento. Nos sentimos sozinhos,porque nossos comentários,likes,sorrisos,são mentirosos. Queremos ser aceitos,queremos receber muitas curtidas,queremos ser populares,fazer parte. Somos o que nosso “público” quer que sejamos ,e usamos máscaras.
    Então estamos assim: submissos,sabemos que do jeito que está não aguentamos,mas mesmo conscientes de que algo está errado,seguimos na mesma tocada ou pior. Pra anestesiarmos a dor dessa submissão,buscamos nossos paliativos virtuais,nossos iguais,nossa turma. Seremos bajulados com enxurradas de elogios “sinceros”,xingaremos quem pensa diferente de nós ou nos critique,defenderemos causas humanitárias de países que nem sabemos existir,compartilharemos alguns versículos bíblicos,afinal,isso dá um ar de pessoa do “bem”.Feito tudo isso,deitamos sozinhos e vazios,porque nos falta coragem de sermos de verdade.

    Simone Tomás – Psicologia – Botafogo/Noite

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  5. Anônimo disse:

    O texto indica a relação paradoxal com a qual nos deparamos na sociedade contemporânea. Se antes, na sociedade disciplinar descrita por Foucault, havia de certa forma a presença do “não” e da negatividade como figura de autoridade e de imposição de limites e de confinamentos, hoje temos a falsa impressão de liberdade.

    É certo que, tanto as mídias, como as instituições sociais – que outrora impunham o confinamento e o ordenamento disciplinar – nos martelam com a ideia de que seriamos livres. Até mesmo o universo jurídico garante a prevalência de direitos de propriedade e dos diversos âmbitos que a liberdade pode acolher como direito fundamental de nosso ordenamento jurídico, moral e social. Contudo, apesar de um espectro de liberdade e autonomia da vontade, em verdade somos tão ou mais confinados do que antes,a diferença é que este confinamento não vem de uma imposição externa, mas sim de nós mesmos.

    A sociedade de desempenho que sucedeu a disciplinar demanda um ritmo de trabalho e produção sobre-humanos, vivemos para trabalhar e trabalhamos para viver. Quebrar esta dinâmica significa não se adequar aos modos de produção, seriam, por assim dizer, os novos vagabundos ou desviados socialmente. A lógica do trabalho 24×7 não comporta nossas capacidades físicas, psicológicas e mentais, embora a todo momento as instituições sociais nos digam que esta engrenagem é perfeitamente possível.

    Em um cenário onde tudo se mostra perfeitamente possível e palatável, inclusive com executivos esbanjando sorrisos por seus marqueteiros bem sucedidos, o corpo e a natureza humana se tornam barreiras ao perfeito encaixe na engrenagem social contemporânea. Em suma, somos livres para viver segundo nossas próprias razões, mas apenas fazemos parte da sociedade enquanto este for o modelo a ser buscado, isto é, enquanto vivermos para ser o outro. Se não for assim não há espaço senão o fracasso. Há liberdade, portanto?

    Somos livres para nos encaixarmos em um único molde possível. Somos livres para acreditar que nosso corpo pode ser exaurido até a última instancia do considerado saudável. Aliás, será que a saúde não estaria se adequando às novas demandas? Parece que o limite do saudável se torna cada vez mais distante. Quantas pessoas não perdem noites, ou mesmo momentos de lazer para conseguir atingir a meta de produtividade prevista? A depressão, por esta razão, se mostra como o ultimo suspiro do corpo e da própria sociedade, enquanto elo humano, nos indicando a inviabilidade do sistema.

    Esta nova dinâmica social é certamente mais perversa. Nós somos nossos próprios algozes. Nós nos confinamos, mas não podemos nos esquecer de, no fim do dia, contemplar a felicidade mítica que nunca deixou de estar do lado de fora da Caverna.

    Priscilla Jacuá Bereanu – Psicologia Noite/Botafogo

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  6. Bianca Pickler - Psicologia - Botafogo (noite) disse:

    Todos nós temos algo a se identificar no texto, seja apenas uma parte dele ou ele por inteiro, pois essa é a condição em que se vive na atualidade. Conquistamos a tão sonhada liberdade, mas nos tornamos escravos dela. O que se fazer com essa tal liberdade, nos é cobrada constantemente e como nos posicionamos diante dela também. Aí você passa a se questionar: eu realmente tenho liberdade para agir e pensar conforme meus desejos e anseios?
    O mundo virtual nos consome cada vez mais, temos a falsa sensação de termos o controle e poder expôr o que pensamos. Mas o que expomos é realmente aquilo que somos ou apenas estamos repetindo um discurso que é visto a todo momento nesse meio? A velocidade e a qualidade das informações, o bombardeios delas diariamente em nossas vidas e a necessidade de ter que saber tudo ou ter uma opinião de tudo nos faz não saber nada e não ter uma opinião de nada. Não temos tempo para processar tudo que chega até nós. Nossa atenção está voltada a mil coisas que estão acontecendo ao nosso redor e que devemos respondê-las.
    Por estarmos a todo momento voltado para o fora, não sabemos o que realmente se passa aqui dentro. Estamos nos conectando exteriormente mas nos desconectando, assustadoramente, de nós mesmos, do que somos, do que realmente pensamento e queremos. Estamos fragilizando a nossa identidade pessoal e nos unificando numa identidade coletiva, social. Estamos perdendo o tato de até onde sou eu e onde começa o outro.

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  7. Aline Brasil de Gruttola disse:

    O medo paralisa. Foi com esse sentimento que comecei a refletir sobre o texto. Nos esforçamos tanto para chegar aonde? Conquistar o que? Trabalhar à exaustão exatamente como na época da escravidão. Claramente estamos retrocedendo, só que não estamos nos dando conta disso já que estamos “anestesiados” pelo mundo tecnológico que nos cerca, pela velocidade da informação, a vida está passando e não estamos nos dando conta disso. Parece que não estamos vivendo afinal. Vida pessoal e profissional se confundem, cadê o culto ao ócio que de vez em quando nos faz tão bem? Me sinto como um robô que saio de casa todos os dias programada para dar conta da rotina. O dia, a semana, o mês, ano passa diante de nossos olhos e não enxergamos. Estou presa na minha própria rotina de cuidar da casa, dos filhos, do marido, trabalhar e por último inventei de retomar os estudos – já que não tinha quase nada pra fazer! Percebo que vinte e quatro horas já não são mais suficientes para que eu complete todas as tarefas do meu dia a dia – faço malabarismos para cumpri-las com louvor! Pra que? Que fardo escolhemos carregar. Cansada e com pressa, me sinto sempre atrasada, mas de fato estou atrasada pra que? Pra viver? Que vida moderna é essa que chegou me cobrando metas e produção de resultados, e, se não atinjo tal meta sou uma fracassada? Será mesmo? Será que realmente conquistamos alguma liberdade? Será que somos pessoas livres? O que é a liberdade afinal?
    Estamos sempre exigindo desempenho máximo do nosso corpo e da nossa mente. Conectados com o mundo inteiro e desconectados das pessoas a nossa volta. Que ironia, criamos uma barreira, construímos um muro ao contato pessoal. Hoje o mundo se resume ao universo tecnológico, da simples troca de mensagens ate uma videoconferência, tudo está ao alcance de um toque e não é daquele cordial aperto de mão. Atividade simples da vida cotidiana, como almoçar ou jantar num restaurante, vejo todos conectados em seus aparelhos eletrônicos sem desfrutar da presença um do outro. Será que realmente somos livres, ou vivemos de fato numa prisão? Somos escravos de nós mesmos. Então retomo àquela ideia do medo. Medo pelos meus dois filhos que já nasceram nessa sociedade. O que eles vão questionar? Sinto que eles vivem de fato a parábola da alegoria da caverna de Platão. Não quero ser Bombril (ter 1001 utilidades), quero dias monótonos, tenho saudade da vida pacata, do tempo que parecia não passar. Não tenho todas as respostas, graças a Deus! Porque assim posso sempre questionar aquilo que não sei, ou não conheço.

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  8. Excelente texto! Foucault já anunciava essa situação, a sociedade dita de Controle, a sociedade que estamos expostos.
    Atualmente vivemos de acordo com um padrão social imposto pelo capitalismo de consumo através de propagandas e de padrões de beleza, quando acabamos nos frustrando em não conseguir o caminho da felicidade, nós ficamos tristes e consumimos ainda mais, essa é a fórmula perfeita para esse chamado capitalismo de consumo, ou seja, vivemos numa eterna vigilância, se você não for daquele “modelo”, se você não tiver aquele padrão como dito social, sofrerá preconceitos e coerção social.
    Vivemos no famoso BBB da televisão, essa é a nossa sociedade de controle, marcada por monitoramentos e doutrinações.

    Letícia Fraga Ferreira Psicologia/ Botafogo- Noite

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  9. Giselle Escobar disse:

    Esse texto nos mostra o sofrimento psíquico em que vivemos. Estamos cada vez mais nos tornando individualistas, escravos dos nossos afazeres, ocupados com as nossas rotinas diárias, sem tempo para cuidarmos de nós mesmos, tendo como consequência um nível alto de ansiedade tão presente nos dias atuais.
    Nossa sociedade, chamada de controle, está esgotada pela quantidade de atribuições que temos que resolver diariamente requerendo um tempo que não temos, não podemos parar de pensar/agir, temos que estar em constante movimento, nossas metas nunca terminam, uma vez cumprida, haverá outra e assim estamos levando a nossa vida.
    Abraços!
    Giselle Escobar – IBMR Psicologia/Noite

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  10. No, we can’t!
    No, no podemos!
    لم لا نستطيع!
    いいえ、できません!
    Nein können wir nicht!
    Non, nous ne pouvons pas!
    לא אנחנו לא יכולים!
    no nie mogę!
    没有我们不能!

    Não, agora não rola mesmo!

    Em quantas línguas é preciso falar para que o mundo saiba dizer não? Não podemos ser escravos cibernéticos!
    A importância de dizer “NÃO” é real e válida para fazer muitas outras coisas! E fazê-las bem feitas.

    O grande erro é se considerar tudo urgente, porque um segundo depois não é mais.
    O sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano foi perdido.
    Se não pensarmos fora da “caixa” do sistema materialista seremos engolidos por esta indústria absurda do marketing de fetiche por mercadorias. É necessário pensar e agir a partir na ideia do comum, somos verdadeiros servos da modernidade, pós-modernos… Precisamos deixar de ser.
    E viver, é uma constante interrogação do que é importante para cada um e sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente valioso. Como disse o professor e sociólogo Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.
    Se não pensarmos fora da “caixa”, o natural e o finito não existirão, até tocarem a campainha…

    A Terra está esquentando enquanto os corações estão esfriando…
    Para quem acredita em Bíblia, tem uma versículo que diz assim:
    “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?”
    (Mateus 16 : 26)

    (Deixo à vontade e respeito a todas as crenças).
    Marja – Psicologia – Botafogo – Noite

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  11. Marcela Soares disse:

    Quando era mais jovem e toda essa tecnologia começava a se popularizar sentava na minha cama, deitada no escuro, com um celular barato, mandando mensagens virtuais, pensava: “em breve terei o mundo aqui, no meu travesseiro…”. Hoje, leio esse texto às 23:18 de uma quarta-feira, semana de provas, respondendo a e-mails de trabalho (do meu expediente que se encerrou às 17h)… O que mais sinto nesse momento é identificação com esse texto!
    Como em todos os minutos, dei uma pausa no texto para mandar beijos para minha mãe – obviamente virtuais, pois ela está longe (o que é longe? O que é perto?)!
    23:40, voltei da leitura de mais uma parte do texto, estava fazendo muitas outras coisas, pois também sou multitarefa (selvagem…)
    Confesso que pulei várias partes do texto… a correria que nos aflige não nos permite ler as coisas sem a tal da leitura dinâmica. Mas, continuo achando o texto bárbaro e obviamente vou postar no Facebook e aguardar muitos “likes” e comentários (que não surgirão, pois grande parte dos meus “amigos” não está disposta…).
    O desafio é ter hoje o mundo na palma da mão sem sair do lugar e manter, ainda assim, a sensibilidade com o outro, com a vida, consigo mesmo.
    23:53, boa noite!
    Ps.: meus colegas estão de parabéns pelos ótimos textos!

    Marcela Soares
    Psicologia – Botafogo (noite)

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  12. O texto representa bastante a sociedade de hoje e logo me fez pensar no meu pai. Ele é corretor de imóveis e vive reclamando que depois que inventaram o ”Whatsapp” não tem mais tempo para ”respirar”, almoçar com a família ou fazer qualquer outra coisa, no tempo livre, em paz. Pelas mensagens serem mandadas instantâneamente, as cobranças também podem ser respondidas instantâneamente, e ele acaba trabalhando mesmo após seu expediente ter acabado. Seu corpo e mente ficam esgotados, causando até mesmo problemas de saúde.
    Todo meio de informação/comunição é valido, mas saber usar eles de forma sábia é diferente. Justamente por estarmos sempre conectados, e muitas vezes não separarmos o pessoal do trabalho pode acabar nos “escravizando” de certa forma. É necessário saber ser profissional e separar whatsapp/redes sociais de trabalho, se não você está sujeito a ser questionado diariamente. É possivel também saber seus gostos e desgostos com a rede social e isso pode acabar afetando até mesmo o lado profissional, uma má interpretação ou até mesmo o fato de não concordar com sua opinião pode trazer desavenças no ambiente de trabalho. A falta de atenção no trabalho hoje em dia pode ser “compensada” por mensagens de texto fora do expediente, as pessoas tem essa segurança de que a qualquer momento pode “pedir, dar um recado e etc”, o que pode acabar prejudicando um colega de trabalho ou até a si mesmo.

    Julia da Veiga – Psicologia – Botafogo – Noite

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  13. Carolina Barabás Chame disse:

    Li o texto e fui pega pela minha emoção do início ao fim, umas três ou quatro vezes. Me vi dominada pelo meu senhorio, obediente e selvagem nas minhas multi tarefas do dia a dia. Sem respirar. Sem contemplar. Sem silenciar. Ansiando pelo tédio, pelo intervalo dos dias e noites, entre os meses e o passar dos anos. De repente já tenho 36 anos e quase não os vi passar. Estava ocupada, trabalhando, acordando quase de madrugada, exausta, correndo, respondendo às mensagens dos infinitos grupos no aplicativo, que surgem em nossos aparelhos como se fossem mágica.
    Esse artigo me fez olhar pra dentro de mim mesma, pro corpo que AINDA não é um estorvo: meditei.
    Tive consciencia plena de que fui mordida pelo “bichinho” que traz o desejo da flexibilização, pela suposta felicidade da autonomia, da fuga do mundo onde o chefe é visível. Mas hoje, professor, ao ler o texto, tive medo: tomei ciência do sofrimento que é o viver.
    Ao menos tive sorte, dirão os budistas, já que reconhecer o sofrimento é o primeiro dos 4 caminhos para o atingimento da felicidade.

    Carolina Barabás Chame – Psicologia IBMR/Noite.

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  14. O texto descreve bem uma sociedade em que se sente mais livre e dona de si, e, ao mesmo tempo está presa a novas formas de controles, como por exemplo as redes sociais, ou igual é falado no inicio do texto, achamos que somos livres como donos dessas tecnologia quando na verdade aos poucos estamos cada vez mais aprisionados e dependentes dela.
    Nos leva a pensar na sociedade em que vivemos e refletir sobre a nossa realidade, viramos escravos do tempo, correndo o dia todo, sem parar pra aproveitar as pequenas coisas da vida. Presos a uma sociedade egocêntrica, que se acha livre para dizer e fazer o que quer, e não percebemos o quanto somos manipulados por nossas ambições, na necessidade de ser alguma coisa, de ter, necessidade de mostrar e nos fazem acreditar que possuímos liberdade e autonomia, que somos senhores do nosso próprio destino e que tudo depende de nós é uma forma violenta de controle, porque nos faz crer que realmente temos esse poder em mãos. O que é ilusório..
    É incrível como a liberdade e a escravidão andam de mãos dadas. Estamos tão acostumados a pensar que somos livres, que deixamos de perceber o quão dependentes estamos da tecnologia.
    Adorei o texto!

    * Anaflavia Lima – matricula: 2014100614 – IBMR/ Botafogo/ Noite. *

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  15. Comentário sobre o texto Exausto e Correndo e Dopados, de Eliane Brum:

    O texto descreve muito bem, as questões de visão de tempo em uma sociedade contemporânea. O texto me fez refletir muito em relação a minha pratica como cidadã, como formadora de conhecimento, pode fazer muitas ligações com a minha vida e com o meu cotidiano.
    A leitura me trouxe a consciência de que é imprescindível saber utilizar a tecnologia, porem não posso me tornar um escravo dela. Saber dividir o tempo na correria dos dias de hoje, não é tarefa fácil, porem precisamos respeitar os limites da nossa mente e do corpo.

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  16. jorgesapia disse:

    Pois é Rico “deu ruim”. Que desafios temos pela frente. Lendo teu texto lembrei da distopia discutida no filme In Time (O preço do amanhã)e da fala do Bauman a respeito da felicidade “No mundo atual totdas as ideias de felicidade acabam numa loja”. Abraços

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  17. Entro no trem. Pelos meus cálculos tenho 20 minutos de viagem até meu destino. Prometi a mim mesmo que desta vez, depois de incontáveis tentativas, não olharei meu celular, não me distrairei com o que os outros estão falando, não deixarei que pensamentos de cobrança sobre meus afazeres dominarão minha mente. Fecho os olhos, respiro fundo, penso em uma imagem bem bonita da serra de Itaipava…3…2…1…eis que surge em minha mente Ferreira Goulart, grande poeta brasileiro que partiu nesta semana, uma alma que me fazia acreditar na luz no fim do túnel. Túnel da vida e da existência.

    Segundo Ferreira Goulart, “o capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível. A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível. Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento.”

    O capitalismo veio para ficar, e evoluir, e destruir o que estiver na frente dele: a natureza, as terras, o próprio ser humano. Recursos naturais anteriormente inimagináveis para comercialização já começam a sê-lo, como a água e o vento. Tudo virou moeda de troca. O que ainda não conseguimos comprar (pelo menos o ser humano ainda não encontrou uma maneira de fazê-lo), de certo modo, é o tempo. Se inventássemos uma forma de comprar mais meses ou anos de vida de algum outro ser humano seguramente seria um sucesso de vendas! Desta forma, o capitalismo e o novo estilo de vida pós-moderno conseguiu ocupar nossas 24 horas do dia, com carga total.

    Para sermos “alguém” (alguém quem, cara pálida?), precisamos estudar, falar várias línguas, ter pelo menos uma pós-graduação, trabalhar em algo que faça sentido para este projeto estabelecido pela sociedade pós-moderna. Como se isso não fosse muito, ainda precisamos ter um relacionamento sexo-afetivo feliz, duradouro, ter filhos ou animais de estimação (que são verdadeiros filhos), e administrar tudo isso de forma competente. Mais ainda subjetivo, precisamos também ser impecáveis na forma de vestir, de acordo com a última moda, nossas casas devem ser dignas de capas de revista, nossos cabelos, barbas, bigodes, devem estar impecavelmente aparados a cada segunda-feira que chega, sem falar naqueles itens modernos que dão inveja aos nossos mais íntimos “amigos”, como bolsas de grife, relógios inteligentes, e até um hobby chique como jardinagem ou culinária nos finais de semana.

    Calma que ainda tem mais: temos que estar felizes, de bem com a vida, temos que ser pessoas inteligentes, sagazes, de preferência bem-humoradas e engraçadas mesmo diante das desgraças às quais assistimos todos os dias nos meios de comunicação. Precisamos ser “inn”, ser “cool”, ser “it”. Precisamos mostrar “empoderamento”. Não nos esqueçamos que isso tudo precisa se encaixar nas horas que sobram depois de dormir, comer, tomar banho, enfim, fazer as necessidades básicas do ser humano. Não sobra mais tempo. E tudo tem um preço, até o tempo.

    Quando vemos no modelo industrial uma máquina que está sendo utilizada ao máximo, com sua ocupação a cem por cento, com carga total, observamos que sua vida útil é bastante reduzida, sem contar com as eventuais quebras no meio do caminho, que podem encurtar a vida útil da máquina e fazê-la virar sucata em pouco tempo. Por mais que a ciência e a medicina consigam cada vez mais, brilhantemente, erradicar, tratar e postergar muitas doenças biológicas a partir do meio do século 19, levando a um estouro ainda maior da população mundial e a uma expectativa de vida em média de 75 anos, ainda estamos longe de perceber que se o corpo físico parece estar mais forte e combatente, ao invés disso o corpo psíquico padece e adoece cada vez mais. O corpo psíquico do ser humano é causador de doenças psíquicas e essas levam a doenças do corpo físico, isso apenas é uma questão de tempo. Portanto, o resultado dessa corrida contra o tempo é desastroso, transformando seres humanos contemplativos, felizes, pensantes, em seres humanos teleguiados, ansiosos, estressados e apavorados, vivendo como verdadeiros zumbis.

    Mas os zumbis parecem não ter emoções, parecem não precisar sentir. Ledo engano achar que os seres humanos escaparão dessa situação ilesos como os zumbis. Para não sentir e seguir em frente por mais um dia, precisamos anestesiar, precisamos nos drogar. Passamos a ser todos compulsivos: por álcool, por drogas de diversas naturezas, por compras, por trabalho, por comida, por jogos (desde a antiga corrida de cavalos, o jogo do bicho ou mais atualmente os jogos de internet), por sexo, por relacionamentos, por televisão e internet, por “likes”, por cigarro, por controle, por poder.

    Então o projeto ser humano da pós-modernidade faliu, “deu ruim”. Poucos de nós acreditamos que ainda será possível achar uma saída digna para a nossa existência. O pior de tudo é que deixaremos de existir e levaremos conosco todas as demais milhões de espécies animais e vegetais. Isso não pode ser chamado de inteligência. Inteligência não é somente intelectual, cognitiva. Inteligência é fazer algo com a visão do todo, planejando suas consequências lá na frente.

    Deus (se é que ele existe mesmo) deve estar horrorizado com o tamanho erro de cálculo de seu projeto, deve estar envergonhado por tudo o que fazemos com outros seres por puro egoísmo e ganância. Será que ainda temos tempo? Como teremos tempo para fazer algo diferente se nosso tempo está todo ocupado até o final de nossas vidas?

    Ferreira Goulatr, “peraí”, volte aqui! Motorista, por favor, pare esse trem que eu quero descer!

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  18. jorgesapia disse:

    Que bom que gostou Ysla. Quando puder leia o texto de Peter Pelbart e o texto de OLgária Matos publicados aqui. Abraços

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  19. jess disse:

    Nos fazer acreditar que possuímos liberdade e autonomia, que somos senhores do nosso próprio destino e que tudo depende de nós é uma forma violenta de controle, porque nos faz crer que realmente temos esse poder em mãos. Isso nos leva a buscar cada vez mais a perfeição, o reconhecimento.
    Trabalhamos horas, nos tornamos passivos às jornadas excessivas, à violações de privacidade e abdicamos de nós mesmos acreditando que estamos construindo aquele modelo de sucesso.
    O mercado pede pessoas que possuem perfil de liderança, que sejam proativas, que consigam lidar com pressão, com ritmo acelerado de trabalho. Precisamos estar sempre disponíveis, produzindo a todo o momento, mostrando que somos dinâmicos e pró-eficientes, quando não alcançamos esse perfil, nos cobramos. Quando o corpo não responde mais a essa urgência, somos fracos. Se é possível, então por que não posso? Porque não consigo? “A sociedade de desempenho produz depressivos e fracassados”. Nos tornamos nosso próprio senhor e escravo. Obs.: No momento em que a Eliene Brum fala sobre a falsa esperança e manipulação marqueteira, não consegui deixar de lembrar da fala “não fale em crise, trabalhe”. Jéssica Melo/ibmr/barra noite.

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  20. Tanto a “sociedade disciplinar”, quanto à “sociedade do desempenho” são extremos e por tanto sem limites. O limite trás segurança acredito que por isto, hoje, vivemos sem parâmetros. Esta “falsa liberdade” que a sociedade atual prega, frustra desde o momento em que “tudo se pode” e” nada se tem”, o que se têm são Zumbis massificados em seu grande limbo existencial. Perdeu-se a consistência, o indivíduo de hoje é um ser fragmentado é uma massa Pseudo intelectual cheia de si, são as chamadas “celebridades” narcísicas das redes. Não dá para ser especialista, sendo tão fragmentado! Não vejo foco, parece que as pessoas ocupam-se com qualquer subterfúgio. O silêncio grita nesta sociedade, onde todos se entorpecem na grande fuga. Até quando??
    São sujeitos automáticos, inconscientes e inconsistentes de si.

    *Danielle Ronald de Carvalho- Psicologia/ Botafogo- Noite*

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  21. Anônimo disse:

    Nos fazer acreditar que possuímos liberdade e autonomia, que somos senhores do nosso próprio destino e que tudo depende apenas de nós, é uma forma violenta de controle, porque nos faz crer que realmente temos esse poder em mãos. Isso nos leva a buscar cada vez mais a perfeição, o reconhecimento.
    Trabalhamos horas, nos tornamos passivos à jornadas excessivas e à violações de privacidade, abdicamos de nós mesmos acreditando que estamos construindo aquele modelo de sucesso.
    O mercado pede pessoas que possuem perfil de liderança, que sejam proativas, que consigam lidar com pressão, com ritmo acelerado de trabalho. Precisamos estar sempre disponíveis, produzindo a todo o momento, mostrando que somos dinâmicos e pró-eficientes e quando não alcançamos esse perfil, nos cobramos. Quando o corpo não responde mais a essa urgência, somos fracos. Se é possível, por que não posso? “A sociedade de desempenho produz depressivos e fracassados”. Nos tornamos nosso próprio senhor e escravo. Obs.: No momento em que a Eliene Brum fala sobre a falsa esperança e manipulação marqueteira, não consegui deixar de lembrar da fala “não fale em crise, trabalhe”. Jéssica Melo/ibmr/barra noite.

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  22. Júlia Aparecida de Souza Costa disse:

    Texto maravilhoso!!! Hoje em dia, vivemos em uma época onde “o parar para pensar é caro” pois a sociedade hoje que vivemos está nos consumindo muito com os afazeres.A cada dia nos vemos mais dependentes do celular tanto para a hora do trabalho como para a do lazer e como Eliane mencionou em seu texto, acabamos perdendo a essência do que a vida é.
    By: Júlia Aparecida/noite

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  23. Paula Sanches disse:

    Como podemos constatar o artigo expressa como ocupamos obsessivamente nosso tempo com afazeres diários, sem parar para refletir sobre os pequenos prazeres da vida, com atitudes mecanicistas e planejadas, não dando tempo para cuidar da saúde, e desenvolvendo diversos transtornos relacionados a depressão, distúrbios alimentares entre outros,assim somos consumidos por uma rotina massante que nos é imposta, o questionamento em questão é : pra que esse alto nível de produção diária de desgaste físico-mental ? toda essa informatização e de certa forma controle das maquinas sobre os humanos é necessária? somos metralhados com cada vez mais informações sobre como “otimizar” nosso tempo, mas na verdade só aumentamos nosso desgaste.

    Paula Sanches
    Psicologia
    IBMR Barra Da Tijuca (Noite)

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  24. Gabriele Rojo disse:

    Texto muito bem pensado. Exprime exatamente o momento que a humanidade vem passando. Colocando o trabalho e as responsabilidades acima do nosso bem-estar físico e mental, por isso a quantidade imensa de doenças psíquicas como a Síndrome do Pânico, a Depressão, o Câncer, o Alzheimer; doenças que exprimem que não só o indivíduo mas também a sociedade encontram-se doentes.
    Devido a correria do dia a dia, acabamos comendo fast-foods, salgados e esquecendo de fazer uma dieta balanceada e atividades físicas, coisas que muitas pessoas acham secundárias ou necessárias apenas para a estética, sendo na verdade de suma importância para uma vida mais saudável.
    É incrível como a liberdade e a escravidão andam de mãos dadas. Estamos tão acostumados a pensar que somos livres, que deixamos de perceber o quão dependentes estamos da tecnologia. A internet democratizou o acesso a informação, com tudo, muito se questiona sobre toda a mudança que essa tecnologia trouxe para a forma com a qual nos relacionamos. A conversa, o contato físico, foram deixados de lado, fazendo com que a individualidade humana aumente.
    Gabriele Rojo Soares – Psicologia – Barra (noite).

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  25. Rhaissa Straub disse:

    Texto muito interessante. Nos mostra novos comportamentos humanos que vem surgindo; outros apenas são remodelados e modificados, como o chamado “vício em internet”, por exemplo. Os usuários chegam até a manifestar crises ou ataques de fúria quando estão desconectados dela hoje em dia, faltam ao cuidado consigo mesmos e/ ou com outros, podendo até levar a própria morte ou a de dependentes, o tão conhecido “vicio da internet” Os principais problemas relatados se referem à dependência psicológica, que inclui um desejo irresistível de usar a rede, com incapacidade de controlar seu uso; irritação quando não conectados e euforia assim que conseguem acesso e a busca por respostas imediatas. O pensamento está praticamente ausente, foi substituído pelo reflexo.
    Somos presos no nosso próprio campo de trabalho, apenas para se manter a trabalhar mais. E nos culpamos e nos punimos quando não conseguimos produzir mais. Me identifiquei muito nessa parte.
    E isso, sem percebermos, vai adoecendo o corpo. Gerando ansiedade, onde nos pegamos toda hora pensando e/ou planejando no que vamos fazer amanhã ou “o que tenho para fazer amanhã?” por exemplo. Acabamos enlouquecendo, pode dar também insônia e isso nos deprime, onde acabamos nos punindo de uma forma ou de outra. Pode gerar problemas mais sérios como desencadear uma crise do pânico ou uma depressão. Devemos parar, refletir e aprender a ficar sozinhos um pouco. Saber ter também um momento de lazer e cuidar mais de saúde. Não sermos tão dependentes; não compramos a nossa tranquilidade.

    Rhaissa Straub Badany – Psicologia – Barra (noite)

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  26. Ysla Guimarães disse:

    Texto incrivel! nos faz refletir sobre a nossa realidade,viramos escravos dos Tempo,correndo o dia todo, sem parar pra aproveitar as pequenas coisas da vida. Vivemos tão ocupados que mal prestamos atenção no tempo passar, quando nos damos conta o ano já esta no final. Nosso corpo não aguenta e manisfesta diversos transtornos como uma forma de protesto. Eliane Brum define perfeitamente a modernidade com essas 3 palavras : Exaustos e Correndo e Cansados. Escravos do tempo e achando que somos livres. Livres para que? Se o que temos feito é apenas trabalhar, o lazer não esta na nossa lista de prioridades, estude, se forme , trabalhe, trabalhe mais. somos livres pra se matar de trabalhar. Essa “evolução” tem aumentado o numero de depressão.
    O texto nos proporciona a reflexão de como temos levado nossa vida, e se realmente vale a pena viver sem parar para ter um momento de lazer, forçando nossa mente e corpo, comprometendo nossa saúde como temos feito.
    Ysla Guimarães- Psicologia – Barra(noite)

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  27. Anônimo disse:

    O texto trás uma reflexão bem fidedigna acerca da realidade do atual sistema econômico ao qual todos nós estamos subordinados. Nos vendem a ideia de que ser bem sucedido é ser feliz, e ai começarmos a nossa busca incessante por essa ilusão. Slogans internacionais “just do it” nos fazem crer que não existem limites para nós e quando, em determinado momento, não conseguimos mais apenas fazer nos frustramos. Não vendemos apenas nosso trabalho, mas nós vendemos todo o nosso tempo e até mesmo o nosso controle por nós mesmos, achamos por um tempo que estamos no centrole, que estamos fazendo isso por nós, pelos nossos sonhos, e não percebemos que o sistema estava nos engolindo, e não temos mais tempo pra sonhar, muito menos pra viver esse sonho. Corremos exaustos e dopados e continuamos a achar que estamos fazendo isso por nós mesmos, sem perceber que esse é exatamente o pensamento que o sistema quer que nós tenhamos. Agora somos nossos próprio chefes, perdemos o nosso controle. Tirar uma tempo pra você mesmo é perda de tempo. Isso é um tanto quanto assustador, pois diferentemente das máquinas não podemos nos reprogramar pra aguentar toda essa correiria, então nos dopamos e esquecemos de viver o presente pois já o vendemos por uma ilusão de um futuro bem sucedido.

    Rebeca Ribeiro – psicologia barra/noite

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  28. Há um padrão determinado pela sociedade que dita o que devemos e o que não devemos fazer, Foulcaut já anunciava esta situação. Esse texto é uma forma de tentar se libertar da coercitividade subliminar que impera, abrir os olhos para ver o que acontece ao redor e dentro de si, garantindo que esse é um processo que apesar de externo ao individuo, também faz parte dele.
    É Sociedade de controle, marcada pelo seu monitoramento e doutrinamento, presentes em todos os cantos. Predominando aqui na parte mais nobre da zona oeste onde encontramos verdadeiros “enclaves sociais”, que não consegue sequer dar um passo sem ser monitorado por câmeras de segurança.
    Muitas vezes tentaremos fugir desta força que impera, porém, por mais que seja mais forte que nós, é bom que tenhamos consciência de sua existência.

    Um abraço!
    Daniel dos Santos Athayde – Psicologia – Barra (noite)

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  29. Monique disse:

    Esse texto Exaustos-e-correndo-e-dopados, nos leva a pensar na sociedade em que vivemos. Esse texto Descreve uma sociedade em que se sente mais livre e dona de si e ao mesmo tempo está presa a novas formas de controles, como por exemplo as redes sociais ou igual é falado no inicio do texto achamos que somos livres como donos dessas tecnologia quando na verdade aos poucos estamos cada vez mais aprisionados e dependentes dela.
    É muito interessante o 2° parágrafo desse texto a autora diz que os anos não tem começo e nem fim, apenas se imendam e eu tenho a sensaçãqo que isso é a mas pura verdade, e a respesto de estarmos sempre exastos e correndo e continuarmos exaustos e correndo e que já nos acostumamos a isso, infelismente já faz parte do codidiano, tanto que as pessoas nem notam mais.
    Enfim, o texto se remete muito a sociedade de controle descrita por Deleuze, ele diz que ela é como uma prisão porem ao ar livre. E hoje acredito que a maior ferramenta da sociedade de controle seria a virtualização e as redes de informações. E infelizmente me sinto vivendo nesta sociedade sendo senhor e escrevo de mim mesma.

    Monique da C. Matias – IBMR Barra Noite

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  30. Marina Muniz disse:

    Acredito sim que existe uma falsa liberdade, e que essa mesma independência que o mundo do século 21 nos proporciona esta de certa forma isolando as pessoas, mas também nos proporciona momentos e experiências mais intimistas. E quando segere “trabalhadores culpados por não conseguirem produzir ainda mais”. Pode-se pensar que todo o esforço e tempo do trabalhador é dele, e não mais dedicando seu tempo para uma burguesia exploradora de mão de obra alheia.

    Ainda é possível que essa nova forma de viver esteja apenas em estado de evolução e com o tempo os indivíduos consigam separar mais o tempo de produzir do tempo de relaxar. E não mais viver sob pressão de alcançar metas cada vez mais altas impostas para satisfazer a ganância de um empregador que visa somente o seu próprio aumento de capital.

    Marina Muniz Fernandes – IMBR – noite – Botafogo

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  31. Ana Karolina de Sá Moreira disse:

    Como já vimos em Foucault, o poder mais eficaz é aquele do qual não se tem ciência, aquele o qual não conseguimos enxergar. Lendo o artigo, foi o que me veio a cabeça, no primeiro momento. Nós crescemos acreditando ter o total controle sobre nossas vidas e escolhas, quando na verdade, concordando com o que é dito acima, a falta de contemplação só nos faz regredir e nos tornar passivos. A autonomia seria o grande mito da atualidade? Diante do nosso cenário atual, não se entregar ao ciclo vicioso de estarmos sempre exautos-e-correndo-e-dopados, é fraqueza. Não se submeter à tal condição – a qual me recuso a reconhecer como normal, pois não é – é desistir fácil, é querer tudo de mão beijada, é não ter força. Nós somos obrigados a viver o dilema entre adoecer exauto-e-correndo-e-dopado e adoecer deprimido, ansioso, por não conseguir alcançar o padrão estabelecido pela tão estimada sociedade do desempenho, que produz cada vez mais, montada em cima de si mesmo, dentro das próprias rédeas, mas também refém de suas próprias chicotadas.

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  32. Suelen Gomes disse:

    Acabei de me ler nesse texto. Triste constatar que sou senhor e escravo de mim mesmo. Nao porque queira ser assim, mas, a sociedade na qual nasci, cresci e aprendi, me fez assim. E quantos, quantos semelhantes meus estao também mergulhados na falsa liberdade de serem senhores de si, quando na verdade sao escravos. Escravos da vida que planejaram e sonharam. Escravos de algo que sempre promete a satisfacao, porém esta nunca chega. Só a ansiamos cada vez mais, sem nunca encontrá-la. Que bom ler este texto e ter a oportunidade de se libertar, de nao ser mais um produto dessa sociedade – se é que isso seja possível.O ato de pensar, questinar e nao perceber nada a nossa volta como algo natural, mas sim, padroes e ideias construidas, pode ser capaz de dar a nos uma chance de sermos de fato livres, sermos o que quisermos ser, o que PUDERMOS SER, principalmente, ir ate onde vai nossos limites, fazer o que nossos recursos permitem. Respeito a nós mesmos, aos nossos próprios limites. Fica aqui meu agradecimento ä autora e ao o professor Jorge Sapia por essa oportunidade. O pensar é o melhor caminho!

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  33. Anônimo disse:

    Ótimo texto! Que nos reflete o quando somos prisioneiros dos nossos próprios hábitos e costumes, vivemos em um mundo que se movimenta tão rápido, que não reparamos o quanto estamos sendo sobrecarregados e desafiados por nossas próprias vontades, de abraçar o mundo com a intensão e o dever de dar conta de cada detalhe da forma mais rápida possível. Essa “autoexploração” em algum momento, chegara em nosso corpo como forma de doença, uma exaustão infinita. Passamos pela sociedade disciplinar e então “evoluímos” para sociedade de desempenho, onde ambas formam ao indivíduo um fardo herdado e imposto por tais gerações. Ao meu ver, impor nossas prioridades e nos desviar dos padrões seguidos, seria uma grande iniciativa de reencontrar o nosso outro eu.

    Carolina Silva Sampaio
    IBMR, Barra da Tijuca (Noite)

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  34. Anônimo disse:

    Excelente reflexão, estamos tão condicionados a viver de forma tão automática e ouso a dizer, irracional que não percebemos os perigos e os antagonismos que vivenciamos todos os dias.
    Com advento da internet e globalização tivemos a sensação de que realmente estávamos no comando e que poderiamos ter uma autonomia maior, e como o texto mostra, aconteceu o contrário.
    Viramos máquinas e não nos damos conta disso, exigimos cada vez mais de nós mesmos, por terem criado um mito de que seriamos máquinas perfeitas, esquecendo que não fomos projetados para isso, nosso corpo não é apenas um apendice, e sim ele adoece.
    Programados para o sucesso, e para aguentar jornadas intermináveis de trabalho, quando vemos que não seremos capazes, adoecemos, e acredito que adoecemos não somente por não atender a expectativa imposta pelo sistema, mas por estarmos tão vazios, mesmo acreditando que estamos cheios pelo nosso próprio ego, que talvez já nem exista mais por sermos tão condicionados.

    Alinne do Nascimento Araújo- Psicologia- Barra (Noite)

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  35. Excelente texto que me remete à reflexão sobre qual alternativa temos frente a crescente demanda por atenção, exigência por desempenho e urgências que se apresentam por toda a parte.
    Penso que devamos buscar um ponto de equilíbrio, que certamente passa pelo desapego em responder a todas as demandas, priorização das mesmas e cultivo de práticas centradas naquilo que nos equilibra e que nos faça sentido.
    Todas as entidades (trabalho, escola, sociedade..) que tanto nos exige, são as primeiras que nos descartam quando se instala um problema.
    O texto retrata uma situação alarmante, e que por estarmos tão inserido nela, muitas vezes não realizamos a figura global e somos capturados por ela em nossa luta diária.
    Entendo que nossa liberdade passa exatamente por despertar para a figura geral, agindo em nosso favor, mais como agente produtor de cultura e menos como produto dela.
    Mediante o quadro de confusão e adoecimento que se apresenta, num futuro próximo, a pessoa equilibrada, que possui senso de direção provavelmente será exatamente a que possui o ativo mais valorizado.

    Alexis – Psi/BOT – Noite.

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  36. Anônimo disse:

    No mundo pós revolução francesa em que a liberdade é uma das principais bandeiras levantadas, a autonomia entrou em crise. Cada vez mais somos menos livres para passar o tempo da maneira como queremos, hoje o nosso superego tem nosso número de telefone, a toda hora chegam mensagens e emails dizendo o que temos que fazer e como fazer para o nosso trabalho que não se limita mais nas 8 horas propostas pela CLT, somos bombardeados de tarefas e temos que nos flexibilizar para atender todas as demandas propostas pela sociedade, a ideia de que tempo é dinheiro nunca se fez tão presente como hoje.
    A falta de tempo para nós mesmos não faz bem para nossa saúde mental, como bem relatou a escritora, a depressão se tornou a doença do século e isso não é uma coincidência no contexto da sociedade cada vez mais imediatista. o ser humano ao mesmo tempo que está integrado com o mundo usando seus aparelhos eletrônicos, está isolado fisicamente do mesmo, os reflexos desse estilo de vida estão começando a surgir e são os piores possíveis para o nosso psicológico.
    Até logo!
    Lincoln Braga de Souza- psicologia- Botafogo noite

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  37. Virginia Beatriz V. Menezes disse:

    Assustador… parece que estamos nos escondendo de alguma coisa. que liberdade é essa? Tantas opções que o mundo de hoje nos oferece e na verdade não nos trazem o alívio esperado, ao contrario aumentaram não só os casos de depressão como a síndrome do pânico é cada vez mais comum.
    As crianças ja nascem com um planejamento feito pelos pais que projetam uma vida ideal para seus filhos quando nem eles dão conta de suas próprias. Entopem os filhos de atividades inclusive em época de ferias escolares e assim o ritmo fica cada vez mais frenético. São gerações que ja crescem enquadradas nesse modelo, o contato com as tecnologias também as transformam em criaturas cibernéticas vivendo em mundos quase que exclusivamente virtuais.
    Essa intensidade de tudo o tempo todo e sempre crescente, esconde a necessidade de escapar de alguma coisa que drible as aflições transferindo-as para setores de exito exterior e admiração social mas como não acredito que isso funcione por muito tempo os sentimentos permanecem presos pela angustia e insatisfação.
    O ser humano é criativo para encontrar meios de sobreviver a tudo, mas estamos vivendo tempos realmente difíceis.
    Como diz o texto é preciso parar, pensar e contemplar de preferencia o céu e os astros que além de beleza carregam sabedoria milenar.

    Virginia Beatriz Vieira de Menezes
    Curso de Psicologia IBMR Botafogo Noite

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  38. Ana Troyman disse:

    Exaustos-e-correndo-e-dopados

    Na sociedade do desempenho, conseguimos a façanha de abrigar o senhor e o escravo no mesmo corpo

    Na correria do dia-a-dia, no acompanhar dos acontecimentos, estamos presos a uma sociedade egocêntrica, que se acha livre para dizer e fazer o que quer, e não percebemos o quanto somos manipulados por nossas ambições, essas pautadas na necessidade de ser alguma coisa, de ter, necessidade de mostrar…e nessa guerra estamos presos a nossas exigências… parece uma analise generalizada, mas quando paro e olho para minha realidade, vejo o quanto perdi e deixei para trás, me impressiono com a velocidade com que os objetivos mudam, e como deixamos de cuidar de nós mesmos, para alcançarmos metas que não são essencialmente nossas… e sim culturalmente impostas…vivemos a época do descartável, nada é feito para durar, os celulares, os eletrodomésticos, os carros…hoje tudo tem prazo de validade, e paradoxalmente levamos isso para os nossos relacionamentos, não temos mais paciência, não fazemos o que gostamos que não nos seja rentável de alguma forma, tudo virou uma moeda de troca, relacionamentos são substituídos, o não não serve mais, criticas não são aceitas, regras se tornam obsoletas.Participamos desta corrida, sem ao menos terem nos perguntado se corrida era nosso esporte favorito! E seguimos passivamente na luta, e esquecemos de que a conta vem, e ela é cara..o corpo adoece, o sono, descanso merecido de quem vive, é substituído pela ansiedade do que vou fazer amanhã, do que tenho para fazer amanhã, a possibilidade do vazio, o silencio que ele gera, nos enlouquece, nos deprime, não sabemos mais ficar sozinhos com agente mesmo, nos dopamos, compramos a nossa tranquilidade, e seguimos em nossa autoexploração, livres…livres…mas de que mesmo hein?!

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  39. Anna Luiza Ferreira disse:

    Acho que esse texto representa bem a supremacia do racional e da mente na sociedade em que vivemos.
    Na Grécia Antiga, os gregos consideravam o desenvolvimento do corpo e o da mente igualmente importantes. Enquanto para nós, o corpo virou um empecilho, um entrave, um organismo à parte da mente que “atrasa” nossa “produção”.
    Nós vivemos em uma sociedade em que trabalhamos e nos “divertimos” sem respeitar nossos limites (físicos, psicológicos temporais).
    E a demanda é constante: no trabalho, na comunicação e até no lazer, pois temos milhões de oportunidades/possibilidades que aparecem quase que simultaneamente.
    O resultado é que obra pouco tempo para ócio, para o descanso, para a contemplação e para o próprio “tempo”. Tempo para o desenrolar, o amadurecer, o desenvolver, o vivenciar. Anna Luiza Ferreira – Botafogo

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  40. Anna Luiza disse:

    Acho que esse texto representa bem a supremacia do racional e da mente na sociedade em que vivemos.
    Na Grécia Antiga, os gregos consideravam o desenvolvimento do corpo e o da mente igualmente importantes. Enquanto para nós, o corpo virou um empecilho, um entrave, um organismo à parte da mente que “atrasa” nossa “produção”.
    Nós vivemos em uma sociedade em que trabalhamos e nos “divertimos” sem respeitar nossos limites (físicos, psicológicos temporais).
    E a demanda é constante: no trabalho, na comunicação e até no lazer, pois temos milhões de oportunidades/possibilidades que aparecem quase que simultaneamente.
    O resultado é que obra pouco tempo para ócio, para o descanso, para a contemplação e para o próprio “tempo”. Tempo para o desenrolar, o amadurecer, o desenvolver, o vivenciar. Anna Luiza Ferreira – Botafogo

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  41. A cada dia nos vemos mais dependentes do celular tanto para a hora do trabalho como para a do lazer e como Eliane mencionou em seu texto, acabamos perdendo a essência do que a vida é. Tanta coisa passa por nós e nem percebemos que daqui a pouco nos veremos velhos, sozinhos e quando olharmos para trás teremos uma vida de grandes realizações, porém de pouca felicidade.
    Eliane Brum usou palavras sabias quando escreveu: “A sociedade do desempenho, para a qual teríamos “evoluído”, ao contrário, produz depressivos e fracassados. A sociedade de desempenho, nas palavras de Han, produz infartos psíquicos.”
    Concordo com cada palavra! O número de suicídios tem crescido todos os dias, a cada dia ficamos mais doentes, a cada dia nos sentimos inferiores, a cada dia precisamos “dobrar a meta” para termos satisfação própria. Se essas estatísticas continuarem crescendo, a quantidade de depressivos será gigantesca e nós teremos consequências terríveis no futuro próximo e distante. Até quando aguentaremos essa pressão interior e exterior? Fica essa reflexão.

    Beatriz Troyack Ribeiro Torres – Psicologia – Barra (noite)

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  42. jorgesapia disse:

    O Adriana. Parece que são as caracter´titicas predominantes da soceidade de controle.

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  43. Lidiane disse:

    Me identifiquei muito professor com esse texto, logo por que me encontro nessa situação. Acredito que muitas pessoas também vão dizer o mesmo, pois a sociedade hoje que vivemos está nos consumindo muito com os afazeres. É difícil ler quão real é: viramos exaustos-e-correndo-e-dopados. Porque só dopados para continuar exaustos-e-correndo. Difícil você conhecer o problema e não ter muita escolha para melhorar o problema! Temos tanta modernidade que esquecemos de viver o simples da vida. Esse texto serve para refletirmos que, viver nesse mundo é importante sim, por que precisamos dele, porém viver sem saúde não vale a pena tamanho sacrifício. Devemos ter a consciência que tudo na vida há limites. Se passou dos limites, chegou a hora de pararmos e refletirmos nossos erros e acertos e ver qual melhor caminho seguir a diante. Creio que assim todos nós seríamos mais felizes. Porém, como já sabemos que nada disso irá acontecer mesmo… Então as nossas vidas continuará sendo esse dilema muito bem colocado pela autora.

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  44. ADRIANA MAGALHÃES DUARTE disse:

    Estamos vivendo uma época onde “o parar para pensar é caro.” tempo se tornou um luxo. Infelizmente em todas as áreas que atuamos, em todo o nosso relacionamento, estamos sempre correndo. Cada vez mais se cria artifícios e meios tecnológicos para nos possibilitar correr mais ainda. Parece que, se nos sobrar um tempo, estamos fora de um contexto.
    Para nos “facilitar” esta dinâmica, nada melhor que sermos controlados, monitorados, invadidos e muitas vezes perseguidos. E onde vamos parar? Até onde o nosso corpo vai suportar? E a nossa mente? Este texto traduz bem que estamos sufocados e não temos como sair deste emaranhado que se tornou a dinâmica da vida. Facilita ou prejudica? o tempo, o corpo e a mente nos dirá.
    Um forte abraço!
    Adriana Magalhães Duarte – Psicologia – Barra (noite)

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