A Saara, Raduan Nassar e o ministro


#não há como ficar calado.

marceu vieira

Fui duas manhãs seguidas à Saara esta semana. De um ponto de vista sociológico, ou quem sabe até antropológico, a Saara talvez seja o lugar mais interessante do Brasil. Ou, pelo menos, do Rio – onde ela fica e de onde nem cartão postal é.

Pra quem não conhece, é preciso dizer logo. A Saara é bem diferente do Saara. A começar pelo gênero. É feminina, ao contrário do deserto que lhe empresta o nome.

A Saara também se difere do Saara pela multidão que a atravessa todos os dias, carregada de sentimentos distintos, a partir das 9h, à exceção dos domingos, num cenário bem distante da vastidão de areia e de nada do Norte da África, com seus 9.065.000 km², área maior que a de países continentais como o Brasil, ou como a Austrália, ou a Índia, ou ainda quase do tamanho dos Estados Unidos, ou de todo o…

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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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