Deuses que dançam.


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Sobre jorgesapia

Abduzido pela folia foi tentar entender esse fenômeno no bacharelado de Ciências Sociais da UFF e no Mestrado em Sociologia do IUPERJ. Com sua identidade secreta dá aulas de sociologia, cultura brasileira e Teoria Social do Carnaval em diversas instituições. Entre um semestre e outro, despede-se de seus alunos com um Meu Bem, Volto Já, saudação que acabou dando nome ao bloco que fundou no Leme. Durante o reinado de Momo compõe sambas para diversos blocos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Citação | Esse post foi publicado em Aulas complementos., Epistemologia, Filosofia. Bookmark o link permanente.

4 respostas para Deuses que dançam.

  1. Izabella Fernandes disse:

    Boa noite professor, este é o mito que eu escolhi, conforme pedido em aula. Aluna Isabella Fernandes – Relações Internacionais, Botafogo.

    Orfeu e Eurídice

    Orfeu foi o poeta e músico mais célebre da Grécia mitológica. Tocava a lira com tanto sentimento que até as feras selvagens se deitavam, mansas, aos seus pés. E sua voz era tão melodiosa que fazia as árvores se balançarem, dançando suavemente. Até as pedras mudavam de lugar, seguindo o ritmo de sua música.

    Orfeu amava apenas uma coisa mais que sua arte: a esposa Eurídice. Mas o destino não permitiu que ficassem juntos neste mundo. No vale de Tempe, na Trácia, Eurídice foi mordida por uma serpente venenosa, e sua alma desceu à sombria região governada por Hades. Orfeu apanhou a lira – sua única arma – e desceu ao reino dos mortos, por uma caverna na região de Trespócia. Em seguida, desceu pelo túnel sinistro até o rio Estige, nas margens do inferno. Lá, não usou a força, mas a arte para vencer os poderes da morte. Com o toque de sua lira, hipnotizou Caronte, o barqueiro infernal, e o convenceu a levá-lo à outra margem do rio. Depois, amansou Cérbero com as notas de sua música. Mas sua maior façanha ainda estava por vir. Orfeu apresentou-se diante do tenebroso trono de Hades, o deus dos mortos, que jamais havia sido tocado pela piedade. O poeta dedilhou as cordas da lira e entoou a mais triste canção já composta no mundo. Pela primeira vez, a alma de Hades se enterneceu; e o senhor dos mortos consentiu em libertar Eurídice. Mas impôs uma condição: até Eurídice estar de volta à luz do sol, na superfície da Terra, Orfeu não deveria olhar o rosto da amada.

    O amante vivo e a amada morta se puseram a caminho. Enquanto subiam o trajeto escuro rumo à boca da caverna, Eurídice foi seguindo as notas que Orfeu dedilhava. Durante a maior parte do trajeto, o poeta controlou-se para não olhar para trás. Mas o desejo de rever a face de sua amada foi mais forte que a sensatez. Quando Orfeu colocou os pés na saída da caverna, seu rosto se virou instintivamente. Por apenas um segundo, ele teve um vislumbre das feições de Eurídice: pálida, lânguida, mas ainda com as feições que ele amava. Um segundo depois, uma força invisível puxou o fantasma de Eurídice de volta às profundezas. Ela estava perdida – desta vez, para sempre. E Orfeu passaria o resto da vida cantando seu amor extraviado entre as sombras.

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  2. Amada disse:

    Bom dia professor, aqui um mito como o senhor pediu das alunas Amanda Costa, Amaya Lorthiois, Hellen Liza e Mariana Alencar. Relações Internacionais, botafogo.

    Kali Ma a Deusa Tríplice

    Kali Ma é uma deusa hindu de dupla personalidade, exibindo traços tanto de amor e delicadeza quanto de vingança e morte terrível. Era conhecida como a Mãe Negra, a Terrível, Deusa da Morte e a Mãe do Carma. Na mitologia hindu, Kali é uma manifestação da Deusa Durga. Segundo a lenda, no primórdios dos tempos, um demônio chamado Mahishasura ganhou a confiança de Shiva depois de uma longa meditação. Shiva ficou agradecido por sua devoção e então lhe concedeu a dádiva de que cada gota de seu sangue produziria milhares como ele, que não poderiam ser exterminados nem pelos homens, nem pelos deuses. De posse de tamanho poder, Mahishaseura iniciou um reinado de terror vandalizando pelo mundo.
    As pessoas foram exterminadas cruelmente e até mesmo os deuses tiveram que fugir de seu reino sagrado. Os Deuses reuniram-se e foram se queixar para Shiva das atrocidades cometidas pelo tal demônio. Shiva ficou muito zangado ao ser informado de tais fatos.
    Sua cólera, por sentir-se traído em sua confiança, saiu do terceiro olho na forma de energia e transformou-se em uma mulher terrível.
    Shiva aconselhou que os outros Deuses também deveriam concentrar-se em suas shaktis e liberá-las. Todos os Deuses estavam presentes quando uma nova deusa nasceu e se chamou a princípio de Durga, a Mãe Eterna. Ela tinha oito mãos e os Deuses a investiram com suas próprias armas de poder: o tridente de Shiva, o disco de Vishnu, a flecha flamejante de Agni, o cetro de Kubera, o arco de Vayu, a flecha brilhante de Surya, a lança de ferro de Yama, o machado de Visvakarman, a espada de Brahma, a concha de Varua e o leão, que é o meio de locomoção de Himavat.
    Montada no leão, transformou-se em Kali, e cega pelo desejo de destruição atacou Mahishasura e seu exército. A Deusa exterminou demônio após demônio, exército após exército e um rio de sangue corria pelos campos de batalha, até que finalmente, decapitou e bebeu o sangue de Mahishasura estabelecendo novamente a ordem no mundo.
    Logo após as batalhas Kali iniciou sua eufórica dança da vitória sobre os corpos dos mortos. Com esta dança todos os mundos tremiam sob o tremendo impacto de seus passos. Em muitas ocasiões, seu consorte Shiva teve de se atirar entre os demônios por ela executados e deixá-la pisoteá-lo. Esse era o único modo de trazê-la de volta à consciência e evitar que o mundo desabasse.

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  3. jorgesapia disse:

    Roberta, o espaço está aberto para clolaboradores. Aguardo suas contribuições. Abraços

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  4. Roberta V. N. disse:

    Muito bonito professor e inspirador. Gostaria de ver mais desses textos fabulosos! Um abraço e nos vemos amanhã!

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