Manisfesto dos militantes e foliões do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro.

Militantes e foliões do carnaval de rua do Rio de Janeiro.

Blocos maracangalha quinta Não, golpe de novo, Não!

O Carnaval de rua tem mostrado sua potência transformadora no Rio de Janeiro e em diversas outras cidades do país. A festa carnavalesca e o Carnaval de rua, particularmente, nos convoca anualmente com suas pautas democráticas, agregadoras e transformadoras.

O carnaval nos convoca pela sua capacidade de produzir afetos e convida a cada um de nós, militantes da alegria, a lutar por uma cidade e um país inclusivo e não excludente.
Nos, militantes desse carnaval, vamos ocupar as ruas em defesa da democracia e da constituição.

O Carnaval nos convoca a marcar uma firme e serena posição contra a seletividade das investigações, contra a manipulação da mídia, contra a escalada da violência promovida por grupos organizados contrários ao debate civilizado.
O carnaval nos convoca à defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

O carnaval nos convoca para mostrar nossa firme oposição às políticas de discriminação de gênero, opção sexual, credo, cor, posição social.

O carnaval nos convoca para lutar contra a intolerância, contra a misoginia, a homofobia, a xenofobia. Nos convoca, em resumo, a lutar contra toda forma de opressão.

Neste momento histórico de reflexão e luta, momento de fala e não de silêncio, os militantes e foliões do carnaval de rua, seus músicos e compositores estão dispostos a mostrar sua vontade de ocupar a cidade com a ação que os constitui: arte, irreverência, critica e alegria.

Apoiam o movimento:
Banda da Rua do Mercado
Bip Bip
Bloco Arteiros da Glória
Bloco Bafafá
Bloco Céu na Terra
Bloco das Carmelitas
Bloco Clube do Samba
Condomínio Habitacional Barangal
Bloco Imprensa que eu Gamo
Largo do Machado, mas Não Largo do Copo
Largo do Machadinho, Mas Não Largo do Suquinho
Bloco Maracutaia
Bloco Me Enterra na Quarta
Bloco Meu Bem, Volto Já
Bloco Tá pirando, pirado, pirou
Bloco Peru Sadio
Bloco Vamo ET
Rancho Flor Do Sereno
Eu sou eu Jacaré é Bicho Dágua
Cordão do Prata Preta
Bloco de Segunda
Cordão do Boitatá
Orquestra Voadora
Honk Rio Festival
Bloco Põe na Quentinha
Embaixadores da Folia

Manifesto aceleracionista

Manifesto Aceleracionista

Tatu or not tatu.

Segue o manifesto Tatu or not tatu

Manifesto Uninômade +10 >>> TATU OR NOT TATU

E já que de manifestos estamos a falar segue cá um de Álvaro de Campos

 

Ora porra!

Nem o rei chegou, nem o Afonso Costa morreu quando caiu do carro abaixo!

E ficou tudo na mesma, tendo a mais só os alemães a menos. . .

E para isto se fundou Portugal!

27-6-1916 Álvaro de Campos — Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993: 20.

Manifesto da Poesia Pau Brasil

Manifesto Pau Brasil

Tupi or not Tupi?

Oswald de Andrade publica em 1924 no Correio da Manhã o Manifesto da Poesia Pau Brasil. Uma versão, com algumas alterações foi publicada no livro Poesias Pau Brasil, ilustrado por Tarsila do Amaral, Oswald propõe, uma redescoberta do Brasil, dando as costas para Europa, se insurge “contra a cópia” de modelos importados e se posiciona pela “invenção e a s surpresa”. Pois, como diz, Monica Veloso em Que Cara Tem o Brasil?, procurando ser igual aos outros, o Brasil tornava-se culturalmente pobre. Ao querer esconder as manifestações culturais nativas – consideradas pela elite como bárbaras e selvagens, o Brasil perdia o que tinha de original. Como diz Oswald no Manifesto, no Império “eruditamos tudo”, precisamos, para construir a Republica, uma língua “sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como Falamos. Como somos.”