Psicanálise em Transmissão.

 

Compartilho o projeto de Carolina Moreirão, colaboradora do Blog.

Psicanálise em Transmissão

 

Lacan faz um convite à retomada ao ensino freudiano, com o objetivo de reler e acrescentar suas contribuições à teoria deixada por Freud. Nesse percurso, Lacan faz a sua transmissão da psicanálise a partir de Seminários, Escritos, através da televisão e da prática clínica. Propõe que o ensino da psicanálise não deve ser guardado para si, mas disseminado. “Uma coisa é certa: a transmissão da psicanalise é o que dela passa de um sujeito a outro sujeito” (QUINET, 2009, p. 53).

Com o intuito em disseminar o conteúdo da psicanálise, vamos aproveitar os recursos da contemporaneidade para fazermos essa transmissão, agora ao vivo, online, sobre um tema muito atual na nossa contemporaneidade: a transexualidade na psicanálise!

Essa é uma das propostas da página, transmitir a psicanálise de diversas formas!

https://www.facebook.com/Psican%C3%A1lise-em-Transmiss%C3%A3o-390634284604407/

 

 

 

 

Stylete lacaniano é uma revista digital da EPFCL Brasil.

Disponível a 10ª edição do Stylete Lacaniano!
Com artigos de Glória Sadala, Rosana Maldonado, Sheila Abramovitch, Márcio Brandão, Andréa Hortélio Fernandes e Fabiano Chagas Rabêlo. Na galeria de arte, José Alberto Nemer. Boa leitura.

https://www.stylete.com.br

Entre a Razão e a Ilusão Desmistificando a Esquizofrenia

Entre a Razão e a Ilusão

Desmistificando a Esquizofrenia

Jorge Cândido de Assis, Rodrigo Bressan, Cecilia Cruz Villares

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/06/1295600-esquizofrenico-registra-em-livro-a-experiencia-de-enlouquecer.shtml

Espelho, Espelho meu! Espelho, Espelho de todos os neurônios!

Espelho, Espelho meu! Espelho, Espelho de todos os neurônios!

Como a nossa resposta a imigração pode preencher de medo outros cérebros.
 

Este artigo é uma resposta a situação bi-partidária e de conflitos políticos que o povo estadunidense vem enfrentando desde oito de novembro, quando escolheram o exempresário e magnata Donald Trump para conduzir os destinos daquele país.   Foi traduzido e adaptado por Luiz Fernando Silveira1 a partir do artigo da revista Psycology Today, disponível no link 2 postado em 04Fev2017.

 

A imigração tem sido o tema da semana. Foi o foco de uma Ordem Executiva Presidencial, e foi o tema da conversa entre o Presidente Trump e o Primeiro Ministro da Austrália, Malcolm Turnbull. Esta semana houve mais uma vez discussão sobre grupos: sobre quem de um grupo externo deve ser mantido fora e quem deve ser permitido manter-se dentro do grupo chamado os Estados Unidos da América.

Sempre que há dois ou mais grupos, uma parte extraordinariamente antiga do nosso cérebro entra em cena. Sem nos dar conta, nos tornamos motivados pelo medo: medo de que um membro de outro grupo se infiltre em nosso ninho e tome algo. A espécie humana ainda precisa de três coisas básicas para sobreviver. Assim como qualquer outra criatura viva, precisamos de alimento, abrigo e capacidade de reproduzir. Refiro-me a essas coisas como recursos, residência e relacionamentos. Por muito, muito tempo todos estes recursos foram limitados e escassos. Os recursos, as residências, e o número de relacionamentos eram limitados pelo tamanho do seu grupo. Nossos cérebros ainda acreditam muito neste modelo de recursos limitados.

E se um grupo acredita, mesmo se uma pessoa em um grupo acredita, então muitas pessoas e grupos podem acreditar. e Como isso acontece? Em parte devido a neurônios espelho.

“Hum! Isso parece bom. Gostaria de ter um desses!”. Quantas vezes você disse isso ou pensou isso olhando alguém comer ou beber um de seus alimentos favoritos? Ou começar a sentir medo, porque você viu alguém sentir medo? Assistindo um filme, você não se sente triste quando você vê alguém triste? Feliz quando você vê outros felizes? Com raiva se um personagem que você respeita se sente irritado? Essas emoções espelhadas podem ser atribuídas a uma parte específica de nosso cérebro chamada “neurônios espelho”.

Em 1996, uma equipe de pesquisadores da Universitá di Parma, na Itália, publicou um artigo inovador com o título simples; “Reconhecimento de ação no córtex premotor.” Andar, correr, qualquer movimento muscular é, em última instância, influenciado por uma seção na parte superior do cérebro chamada de córtex motor. Os cientistas registraram a atividade elétrica de 532 neurônios de dois macacos. Estes eram neurônios do córtex pré-motor,  localizado logo na frente do córtex motor. Os macacos sendo examinados foram amarrados com correias, e do outro lado foi apresentado um macaco agarrando uma banana. As células pré-motoras ficaram selvagens, sugerindo que o macaco observador estava se preparando para pegar uma banana, mas seus braços não conseguiam se mover. Seus cérebros estavam “espelhando” o movimento do outro macaco. [1]

Isso faz sentido a partir de uma perspectiva evolutiva. Se outro macaco está indo anhar uma vantagem comendo uma banana, o macaco observando começou a se preparar para fazer o mesmo, de modo a não perder um recurso de alimento.

Sabemos que os neurônios espelho não se limitam apenas a comer bananas ou realizar movimentos. Os neurônios espelhados também incluem sentimentos. É por isso que você pode ficar com medo quando você vê outra pessoa com medo: seus próprios neurônios espelho foram ativados. Na verdade, espelhamos um rosto assustado um segundo após ver um outro rosto. [2] Os neurônios-espelho são uma resposta biológica notável para o medo que vemos naqueles que nos rodeiam, e como muitos dos nossos sistemas biológicos foram aperfeiçoando-se para proteger a nossa sobrevivência e preservar a espécie.

Mas se você é influenciado por neurônios espelho, então todo mundo é influenciado por neurônios espelho. Uma vez ciente disso você pode reconhecer a influência sobre você, decidir se uma emoção que você sente é válida, e se não for, então pode mudar a emoção para influenciar a reação de neurônios espelho de outra pessoa.

As primeiras impressões acontecem surpreendentemente rápido. Você já andou por uma rua e observou um estranho? Instantaneamente você está avaliando se você pode confiar neles ou não.Essas primeiras impressões podem ser formadas dentro de 39 milisegundos. [3]

Cada vez que eu comprar algo e eu digo “Obrigado!” E noventa por cento do tempo a outra pessoa diz: “De nada3.” Estas não são palavras insignificantes. Eles decorrem do meu reconhecimento de que a pessoa fez algo por mim, compartilhou um recurso, provou seu valor. Quando eu lhes agradeço, reconheço seu valor. Nesse momento vc está usando a Teoria da Mente para ativar uma resposta de neurônio espelho. “De nada” significa que sou bemvindo ao seu grupo, para compartilhar seus recursos, residência e relacionamento. VOCÊ É BEM VINDO! E quando recebo isso me sinto mais seguro e com menos medo. Dessa forma, é mais provável se sentir protegido de um predador, e não ter que se preocupar sozinho. Essa sensação de segurança é então refletida na outra pessoa. E agora temos duas pessoas que podem compartilhar seus recursos, residências e relacionamentos. Ambos são mais fortes, não diminuídos em tudo. Agora imagine isso em uma escala nacional, internacional e global.

Os seres humanos espelham as emoções de outros seres humanos. Mas agora que você sabe isso você pode escolher que tipo de influência você quer ser.

Aplique isso ao assunto em discussão sobre imigração. Assim que um país proíbe a entrada de pessoas de outro uma variedade de emoções humanas básicas surgem, espelhando uma e outra vez por milhões de outros indivíduos.

Como os seus neurônios-espelho responderam ao nosso mundo após as eleições de 8 de novembro? Quem está te influenciando e como você deseja influenciar os dos outros. O Segundo Princípio da minha I-M Aproach4 é “Você não controlam ninguém. Você influencia a todos.”Que tipo de influência você quer ser?

Notas
1 Luiz Fernando Silveira é especializado em Engenharia de Manutenção, estudante de psicologia na Faculdade IBMR e apaixonado pela complexidade humana.
2 O artigo original foi escrito por Shrand, Joseph A., que atualmente é instrutor de psiquiatria na Harvard Medical School, assistente de psiquiatra infantil da equipe médica do Massachusetts General Hospital, e Diretor-médico da CASTLE (Clean and Sober Teens Living Empowered).
3 “De nada!” foi uma tradução livre e adaptada de “You’re welcome” que para o americano significa literalmente “Você é bem-vindo!”.

Referências:

[1] Brain. 1996 Apr;119 ( Pt 2):593-609. Action recognition in the premotor cortex.Gallese V, Fadiga L, Fogassi L, Rizzolatti G. [2] Emotion. 2007 May;7(2):447-57.More than mere mimicry? The influence of emotion on rapid facial reactions to faces. Moody EJ, McIntosh DN, Mann LJ, Weisser KR. [3] Emotion. 2006 May;6(2):269-78. Very first impressions. Bar M, Neta M, Linz H.

Outsmarting Anger: Seven Strategies for Defusing Our Most Dangerous Emotion. Shrand, J with Devine, L. Josey Bass, 2013

Do You Really Get Me? Finding Value in Ourselves and Others through Empathy and Connection. Shrand, J with Devine, L. Hazelden Press 2015

4 I-M Aproach é uma metodologia criada pelo Dr. Joseph A. Shrand que prevê que cada célula em nosso corpo, e cada domínio dos nossos relacionamentos está fazendo o melhor que pode em cada momento particular. Os quatro domínios são representados pela soma do seu ambiente doméstico, a soma do seu ambiente social, a soma dos seus conceitos individuais e atuais, ou seja, como eu me vejo e como eu acho que os outros me vêem e finalmente a integral do atual potencial genético/biológico/estado evolutivo atual. Diponível em < http://www.drshrand.com/blog/m-story/&gt;. Acesso em 09 de fev. 2017.

El estilo adictivo de las civilizaciones actuales por Manuel Fernández Blanco

“La civilización occidental se puede definir, en palabras del psicoanalista francés Eric Laurent, como la sociedad del hedonismo conformista de masa. Al menos del sueño del hedonismo, porque los psicoanalistas sabemos que el hedonismo es un sueño y produce fenómenos como el narcocapitalismo”.

http://www.nel-mexico.org/articulos/seccion/textosonline/subseccion/Toxicomanias-y-Alcoholismo/290/El-estilo-adictivo-de-las-civilizaciones-actuales