Agressividade da direita é um fenômeno global, por Boaventura Sousa Santos

O artigo de Boaventura de Sousa Santos mostra a agressividade do que denomina a segunda fase da implantação global do neoliberalismo através da captura de instituições, como o judiciário, por exemplo, que atua com dois pesos e duas medidas: aos amigos tudo, aos inimigos a lei.

http://jornalggn.com.br/noticia/agressividade-da-direita-e-um-fenomeno-global-por-boaventura-sousa-santos

Do lado de cá do mostrador

O artigo de Ariel Pennisi e Bruno Napoli, traduzido pela Universidade Nômade, oferece uma interessante leitura dos mitos iniciais que organizam, na Argentina – atravessada por uma crise de representação –  o novo governo de Mauricio Macri: a  imagem empresa , com sua “suposta solidez “técnica”, e uma combinação entre papel do empresário na sociedade e economia pessoal ou familiar, o que os coloca facilmente entre as classes acomodadas, começando pelo multimilionário presidente”.

Do lado de cá do mostrador

Mitos iniciais do governo Macri, da Propuesta Republicana (PRO), e boas vindas aos novos ignorantes.

Por Ariel Pennisi e Bruno Napoli | trad. UniNômade

Do lado de cá do mostrador

Nossa saúde mental está em frangalhos: o cinismo que tomou conta de nós.

Compartilho, sem tirar uma vírgula, o comentário que o professor Carlos Fidelis Ponte​, postou nas redes sociais . A questão está sendo discutida há tempo e a preocupação com o futuro mediato e imediato é cada dia maior. . Não é só na sociedade brasileira que as coisas tomaram o sem rumo que tomaram ou melhor, o rumo mesmo, de uma elite que, como já discutiu Jurandir Freire, produz dois movimentos perturbadores: o “alheamento em relação ao outro” – entre outros exemplos encontramos esse comportamento nas discussões rasteiras sobre a diminuição da maioridade penal -, e o que Freire Costa denomina de “irresponsabilidade em relação a si mesmo”, isto é,  comportamento de uma elite que nunca respeitou as regras do jogo, que sempre fez questão de derrubar o tabuleiro. Nossa saúde mental está em frangalhos.

“Estamos presenciando a institucionalização do cinismo. O abandono de qualquer resquício de pudor. Colocando o Congresso abaixo do nível dos bordéis mais vagabundos. A instituição foi capturada por um bando de canalhas. É indecente e abusivo o que esta corja está fazendo com o Congresso Nacional. Estão substituindo o debate civilizado pela esperteza de moleques que envergonham e insultam o parlamento. A continuar dessa maneira, todos nós pagaremos um alto preço. Estamos chocando o ovo da serpente”.

Cuidado, os alquimistas estão chegando!

 

A caminho da sociedade rentista neo-feudal ou na direção de um neo-fordismo.

O discurso de Nick Hanauer, que se define como um plutocrata, propõe um neo-fordismo para evitar o que ele chama de sociedade rentista neo-feudal. Chama a atenção para duas  categorias utilizadas pelo psicanalista Jurandir Freire Costa no texto A ética democrática e seus inimigos públicos, a saber a ideia de alheamento em relação ao outro e a irresponsabilidade em relação a si, traços que orientam o comportamento da elite ou, desta camada plutocrática. Interessante notar que na sua defesa do que  chama de Novo Capitalismo, (não confundir com a terminologia de Sennett)  reproduz  o diagnóstico marxista da proletarização e pauperização da classe trabalhadora com seus riscos inevitáveis para a continuidade do sistema.

Cuidado, os alquimistas estão chegando

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming

 

Desentocando o ovo da serpente.

Clara e precisa resposta do professor Christian Dunker ao blogueiro da Veja Rodrigo Constantino.

A resposta do professor Christian Dunker a Rodrigo Constantino

Banidos do mundo Globalizado

Matéria de Cândido Grzybowski do IBASE

Banidos no mundo globalizado

Las servidumbres voluntarias

Em tempos de Enade, Enem, flexibilização, precarização e neoliberalismo, segue uma reflexão interessante sobre a Servidão Voluntária, da professora Mercedes Francisco, da Universidad Complutense de Madrid.

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O cartaz acima estava ontem 18/05/2015 no Largo da Carioca na manifestação do Dia de luta antimanicomial.

Las servidumbres voluntarias 

Mercedes de Francisco
Aunque la evaluación no es un tema que se haya tratado mucho dentro del pensamiento contemporáneo, sin embargo, es un fenómeno esencial de los tiempos actuales. La evaluación inunda la actividad de nuestras vidas, casi de manera imperceptible, desde los dispositivos sanitarios en su amplio espectro, hasta los educativos, empresariales, literarios, artísticos, e incluso la vida cotidiana.

Es así como lo calculable, la medida, entra en nuestras vidas y nos afecta como sujetos. El poder administrativo, las políticas de gestión, la pesadez de su control informático y estadístico, se imponen y atraviesan los gobiernos. En principio, parecería que se trata de evaluar instituciones, grupos y no de individuos, pero son los individuos los evaluados, y el resultado de ella es tener a hombres y mujeres marcados por la comparación con el grupo de referencia o los parámetros que las agencias de evaluación imponen. Esta comparación siempre se salda con un negativo.

En la clínica que nos ofrece la experiencia analítica esto es patente y claro, cada vez que el sujeto se compara sale “perdiendo”. Nos atreveríamos a decir que el poder de la evaluación es tiránico porque lo que en esencia pretende, más que la propia evaluación, es conseguir del sujeto su consentimiento a esta operación. Con este consentimiento, con esta servidumbre, dejamos de lado lo incomparable de cada uno y pasamos a formar parte de esa masa evaluada. ¿Qué consecuencias tiene esto para los sujetos?: el propio rechazo de sí mismos, un empuje destructivo, al considerarse menos que los otros y, por lo tanto, merecedores de sufrir las consecuencias de este “deficit”. Vemos así proliferar los estados depresivos, angustiosos… las adicciones. Pero también, esto explicaría la sorprendente docilidad con la que los ciudadanos aceptan este estado de cosas que los lleva a la impotencia frente a cualquier acción que pudieran acometer.


Ya Étienne de la Boétie (1) ponía en primer término esa servidumbre voluntaria, como lo único que en último término explicaría el éxito de cualquier tiranía. Es este consentimiento del sujeto lo que en última instancia
la hace posible. ¿Qué de lo propiamente subjetivo podría explicar esto? Con S.Freud y J. Lacan encontraremos respuestas a estas preguntas que se desplegarán en nuestro Foro. El psicoanálisis, por ocuparse de lo incomparable e inconmensurable de cada uno, permite a los sujetos reencontrarse con lo que les ha sido arrebatado, con lo imposible de evaluar. Desde luego no creemos ser los únicos que activamente defendemos lo más íntimo e inigualable de cada uno.