Festa na celebração da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Diversos coletivos marcaram presença no show que o movimento de resistência ao projeto de desmonte da UERJ -Universidade Estadual do Rio de Janeiro – realizou ontem no anfiteatro da instituição. O encontro celebrava a Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pela ONU em 1948. Nos tempos que correm no sentido do passado, recuperar a memória e vigência da declaração é uma tarefa prioritária.

A celebração ganhou corpo com a participação da cantora Teresa Cristina – ex aluna da casa -que começou interpretando o clássico de Noel Rosa: Onde está a honestidade? Para aqueles que acham que a corrupção começou ontem a lembrança é oportuna.

Depois de cantar Pecado Capital de Paulinho da Viola, chamou ao palco me querido parceiro Toninho Geraes quem, como é de costume, colocou a galera para cantar e sambar.

ale maria

Ale Maria, Jorgito, Toninho e Sombra.

Toninho na Uerj

Foi dar um abraço na saída e ganhei um convite para acompanha-lo ao Show que Joyce Cândido estava fazendo no Teatro NET Rio e no qual era encarregado de fechar o show. No caminho, acompanhados por um taxista atencioso, rimos bastante de algumas histórias e lembramos da nossa parceria, com Toninho Nascimento, no samba em homenagem ao centenário de Nelson Rodrigues.

Samba do Barbas Nelson Rogrigues

Já no teatro o show foi, e para dizer o mínimo, o máximo. Que presença, que repertório, que palco! Lá estavam, entre outros, Alceu Maia e meu parceiro querido Guilherme Sá.

Joyce e guilherme sá

Fechamos a noite comemorando o primeiro aniversário de casado do Toninho e Ale Maria ali, na Adega Pérola.

Toninho Ale maria

Ale Maria, Toninho Geraes, Sombra e Gianne Chagastelles.

 

Joyce Candido

Joyce Cândido e Gianne Chagastelles

Adega pérola

Ô sorte!

 

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Baixo Copacabana

O Rio de Janeiro tem dessas coisas. Domingo sai para uma caminhada na orla. A caminhada incluía uma passada pela feira livre da praça Serzedelo Correia para comer um pastel e comprar umas coisitas para o almoço.

A praça foi batizada com o nome do militar e político paraense Innocencio Serzedelo Correia. Innocencio foi Prefeito do Rio, então DF, e Ministro da Fazenda do Marechal Floriano Peixoto, época em que implantou o Tribunal de Contas da União. Não sei se desde então os tribunais de contas serviram para aumentar as contas particulares dos seus membros. Sei que, ultimamente, essa prática pouco republicana tem mostrado essa prática recorrente. Os tribunais são cabides de emprego dos partidos que sangram as contas públicas com o descaso da impunidade.

Vinha pensando nessas coisas voltando pra casa pela Av. Nossa Senhora de Copacabana que me oferecia, nesse início de tarde, uma sombra acolhedora inexistente na orla. Ao virar a curva da rua Fernando Mendes, pude ver, sentado na calçada do bar Ferrari – pé sujo localizado em frente ao Copacabana Palace – meu amigo Erno Scheneider.

Erno, conhecido como gaúcho no boteco que frequenta desde sempre, é fotografo dos bons. Ganhou, em 1962, o Prêmio Esso pela fotografia do ex-presidente Jânio Quadros, quando ele era um “quadro” do bom e velho Jornal do Brasil.

erno3

 

Amigo dos amigos, com trânsito livre pela boemia carioca e o mundo do samba. Aproveitei para brindar à vida e me deliciar com as histórias que foi costurando com esse sorriso tímido que o acompanha.  Além de aprender uma série de coisas sobre um Rio que não existe mais, me lembrou de inúmeras passagens que vivenciamos nos últimos anos.

Com a saideira me ocorre pedir que tirasse uma fotografia. Achei que era muita pretensão da minha parte e me conformei com esse selfie tímido.

erno

Abraços

 

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Reencontros com a cidade.

 

Comecei a viajar cedo. Aos dezessete anos, mochila nas costas, percorri América Latina. Desde então, o prazer da descoberta rivalizou com o prazer da redescoberta. Diversas foram as cidades que tive a oportunidade de visitar mais de uma vez.  Sempre que retornava a uma cidade a sensação de familiaridade que se apresentava a cada esquina atravessada, a cada lugar reconhecido pela memória, se misturava com um olhar mais atento às novidades.

Tenho quarenta anos de Rio de Janeiro, a maioria deles morando nos bairros do Leme e de Copacabana com breves estadias na Tijuca, Santa Teresa, Botafogo, Flamengo, Laranjeiras e até no meio do mato de Guapimirim, simpática cidade no pé da serra de Teresópolis onde fui muito feliz, em meio à natureza exuberante e rios caudalosos, compartilhando sonhos com família e amigos queridos.

Evoquei o reencontro porque, por essas voltas que a vida dá, voltei a morar em outra Copacabana, agora na fronteira do Leme. Em outra Copacabana porque Copacabana é múltipla.

Assim, de cara, nas primeiras caminhadas pelo “novo” bairro chamou minha atenção a legião de conhecidos que encontrei nas ruas. Mesmo morando a menos de 2 km de distância tinha deixado de vê-los. Tudo indica que, no dia a dia, não costumamos nos afastar muito dos limites do bairro.  Com quem me reconheceu troquei, além de abraços, beijos ou apertos de mão, uma ou outra informação, uma ou outra lembrança.

Feliz mesmo fiquei ao reencontrar Ana Paula, antiga atendente da lavanderia lavoro, localizada na rua Prado Junior.

Prado junior

Ana Paula administrou minhas roupas durante anos. Foi o motivo de nunca ter comprado máquina de lavar, eficientíssima e atenciosa, ficou emocionada quando me viu entrar na loja depois de quase dez anos de ausência. Enxugou uma lágrima e sentenciou: quem é vivo sempre aparece. Claro que costuramos fino durante os 50 minutos do lavado e juramos promessas de continuar dissecando os hábitos dos desconhecidos e, principalmente, dos conhecidos. Nosso amigo Claudinho, por exemplo, foi o primeiro a cair na rede. Ana Paula me confidenciou, que Claudinho tinha mudado, casado, separado, tirado o brinco e que agora, com máquina de lavar adquirida num Black Fryday, aparece, sempre que possível, para deixar um abraço. Lembro que apresentei o Claudinho à instituição do lava e seca. Ele rapidamente me desbancou na preferência da Ana Paula. Guardo essa mágoa até hoje, viu Claudinho.

A rua Prado Junior ou PJ é outra Copacabana. Do Cervantes ao Mab´s o mundo se condensa nesses 300 metros asfalto.Cervantes

A rua, pela sua fauna peculiar e os diversos inferninhos que compõem sua paisagem é vista pelos pastores da Igreja Universal – com o bispo Macedo à frente, como a rua da devassidão e do pecado. Só pra lembrar, Macedo é tio do bispo que ganhou a prefeitura e vai desgovernando à cidade rumo ao século XVIII.

Barbarella

Se a cidade hoje está mudada, esses quarteirões do início de Copacabana são uma mostra da mudança. A crise fechou diversos estabelecimentos. Outros ganharam novas roupagens.  O ex-Bombardeio é um deles, pé sujo de fina estirpe que varava às madrugadas da PJ, foi transformado num pé limpo pós moderno rebatizado de Boteco Tropical. Ali encontrei o amigo Harmutt, alemão, morador do bairro desde sempre, cuiqueiro do Salgueiro e do Meu Bem, Volto Já. Aloysio, o teacher, professor de inglês, marca ponto dia sim, dia também registrando a temperatura das cervejas oferecidas. Pelo visto terei que apurar olhos e ouvidos para reconhecer este novo espaço da cidade.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

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É tudo verdade.

Parceria Daniel Pereira e Jorgito Sapia.

https://globoplay.globo.com/v/1779188/

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Gosto de quem gosta.

O texto e do amigo e parceiro João Pimentel.

http://odia.ig.com.br/diversao/2015-03-03/joao-pimentel-rio-de-janeiro-gosto-de-quem-gosta.html

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Carnaval e a desobediência civil.

É campeão!

A festa é boa para pensar

O carnaval volta a surpreender. O mundo das escolas de samba está mostrando um dinamismo e ousadia que pode ser um divisor de águas num campo que se caracterizou pelos enredos laudatórios e ornamentais.

O querido mestre Wilson das Neves antes de partir avisou que

O dia em que o morro descer e não for carnaval
ninguém vai ficar pra assistir o desfile final
na entrada rajada de fogos pra quem nunca viu
vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil
(é a guerra civil)

Os enredos da Estação Primeira de Mangueira e da Mocidade Independente de PadreMiguel refletem, entendo,  essa leitura. A sinopse da Mangueira pode ser vista como uma resposta rápida e precisa aos desastrados movimentos que o alcaide evangélico, empossado na cidade do Rio de Janeiro, fez na direção do mundo do samba. No mundo das escolas, reduzindo, pela metade,  o patrocínio. Sei que isso…

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Sobre a potência da festa.

Texto doo amigo Luiz Antonio Simas sobre a potência da festa.

https://oglobo.globo.com/cultura/espantando-miseria-21909499

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