Não lutamos mais pela democracia, lutamos pela civilização.

http://www.justificando.com/2019/08/15/nao-lutamos-mais-pela-democracia-lutamos-pela-civilizacao-diz-juiz-de-direito/

Publicado em Textos | Deixe um comentário

Minha Obra-Prima na Serranias del Hornocal.

Depois de ter assistido o filme Minha Obra-Prima de Gastón Duprat fui pesquisar sobre as locações indicadas pelo trabalho do artista plástico representado no filme pelo ator Luis Brandoni. A pesquisa me levou para Jujuy, estado do noroeste argentino que limita ao norte com Bolívia e ao oeste com Chile. Mas especificamente, fui levado para a linda cidade de Humahuaca, localizada a 4700 metros sobre o nível do mar e desde onde se sai para alcançar nas Serranías do Horconal o Cerro e los 14 colores retratado no filme.

Sugiro o link abaixo, disponibilizado por Cesar Valiente, para entrar em contato com a beleza do lugar.

Publicado em Arte, Artes Visuais, Filmes | 2 Comentários

13 artistas que trabalham técnica milenar e delicada de cortes em papel

13 artistas que trabalham técnica milenar e delicada de cortes em papel

https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/08/11/13-artistas-que-trabalham-tecnica-milenar-e-delicada-de-cortes-em-papel/
— Ler em vivimetaliun.wordpress.com/2019/08/11/13-artistas-que-trabalham-tecnica-milenar-e-delicada-de-cortes-em-papel/

Publicado em Textos | Deixe um comentário

Noam Chomsky contra Macri

“HOY MÁS QUE NUNCA, ARGENTINA”

El proceso de avanzada neoliberal que Mauricio Macri ha desarrollado durante su presidencia, no es un problema tan sólo de los argentinos. Y no tiene nada de nuevo, ni exclusivo, en absoluto. De igual manera dramática, está sucediendo en Brasil, pero tampoco se circunscribe al contexto latinoamericano. De hecho, ahora mismo, el gobierno conservador británico está intentando controlar a las grandes universidades, como Oxford y Cambridge, para promover un modelo de mercado, convirtiendo a instituciones académicas de primera en meras arcas comerciales.

Macri es todo eso, representa eso, expresa eso, comanda eso, a contramano de la educación pública. Y no por casualidad: nada puede resultar más amenazante para sus fines que liberar a las personas, emanciparlas, ayudarlas a pensar, invitarlas a desafiar o impulsarlas a preguntar las realidades que ningún jefe de marketing podría explicar. Pues todos los sistemas orientados a la dominación necesitan aliarse con los mecanismos de alienación, anular los cuestionamientos y convertir a la gente en robots obedientes. Aquí o allá, este tipo de gobierno sigue siempre un mismo guión: todo el presupuesto educativo transferido a la subordinación.

Al unísono, poco antes o poco después, desde distintos ángulos de América Latina, diversas democracias se han ido subyugando a los mandatos del FMI, firmando conscientemente las garantías del estancamiento y los programas de ajuste que no sólo recortaron el pasado reciente, desmoronaron el presente y condicionaron el futuro, quién sabe por cuántas décadas. No se trata de ingenuidades, ni equivocaciones, son políticas generales diseñadas para el beneficio de los ricos y el poder concentrado, que no pueden prosperar sin el pueblo maniatado.

No por coincidencia todos esos gobiernos antipopulares pagan increíbles campañas en redes sociales y apuestan a las aplicaciones que permiten promover las mentiras. Por eso entonces, debemos utilizar esas mismas herramientas para organizarnos de forma constructiva contra la opresión, porque sólo así podremos resistir. Hoy más que nunca, necesitamos reunir a las buenas personas, reflexionar sobre los problemas y crear estructuras que nos permitan alimentar, abordar y superar en conjunto nuestros peores trances, nunca desde la resignación, siempre desde la acción, por adentro y por afuera de las redes.

Publicado em Democracia, Direitos, Globalização e Neoliberalismo | Deixe um comentário

II Congreso de Educación, Arte y Memoria Pensar los Derechos Humanos Martes 27 de agosto / de 11 a 18 HS

Acreditaciones a partir de las 10 HS

. 11 a 13 HS / Conferencia inaugural

Memoria e Historia

Conocer el pasado para entender el presente y construir el futuro

A cargo de Emilio Tenti Fanfani*

* Es sociólogo y obtuvo el Diploma Superior de Investigación y Estudios Políticos otorgado por el Tercer Ciclo de la Fundación Nacional de Ciencias Políticas de París (título equivalente a Doctorado de Universidad). Es profesor e investigador en la Universidad Pedagógica Nacional de la Argentina y profesor consulto de la Facultad de Ciencias Políticas y Sociales de la Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza, Argentina).

Currículum Vitae

. 14 a 15.30 HS / Conferencia y conversatorio

Género y Pluralismo Cultural

ESI en Instituciones Educativas

Por Mariela Sallinga* y Eugenia Otero**

*Especialista en Educación Sexual Integral del ISP JVG. Docente integrante del Consejo Academico del Postítulo de ESI del uso Joaquín V González. Docente de Historia en Escuelas Media y Profesorados.

**Psicóloga Social, docente e integrante del Consejo Académico del Postítulo de ESI del JVG. Referente Unidad ejecutoria del Plan de prevencion de embarazo no intencional en la adolescencia.

. 16 a 18 HS / Encuentro

Arte e Inclusión

De Docentes para Docentes

Coordinación: Alex Kurland*

*Director del Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti

Espacio de reflexión y conceptualización de prácticas y experiencias educativas a partir de propuestas que surgen del público participante.

Los diferentes ejes que están propuestos interpelan a las relaciones y los posibles intercambios entre las artes (en cualquiera de las formas en que estas pueden manifestarse) y la Educación, entendiendo al campo artístico como una herramienta pedagógica que nos permitirá interrogar y actuar, sobre otros tres campos elegidos para este II Congreso:

  1. La memoria y la Historia
  2. Género y Pluralismo Cultural
  3. Arte e Inclusión

EJES

Eje 1: Educación y Arte frente a la Historia y la Memoria. Frente al Olvido y la banalización

Eje 2: Educación y Arte: Género y Pluralismo Cultural

Eje 3: Arte e Inclusión

Publicado em Congressos/seminários, Direitos Humanos, Textos | Deixe um comentário

Estação Primeira de Mangueira. Carnaval 2020

http://www.mangueira.com.br/carnaval-2019/enredo

“Vou pedir que me levem lá pro céu 

Que cada dia chega mais perto do morro 

E onde já viram Deus compondo 

Um samba para escola desfilar” 

(SAMBA de Hermínio Bello de Carvalho e Maurício Tapajós)

Sinopse

A VERDADE VOS FARÁ LIVRE

Nasceu pobre e sua pele nunca foi tão branca quanto sugere sua imagem mais popular. Sem posses e mais retinto do que lhe foi apresentado, andou ao lado daqueles que a sociedade virou as costas oferecendo-lhes sua face mais amorosa e desprovida de intolerância. Sábio, separou o joio do trigo, semeou terrenos férteis e jamais deixou uma ovelha sequer para trás.

Exaltou os humildes e condenou o acúmulo de riqueza. Insurgiu-se contra o comércio da fé e desafiou a hipocrisia dos líderes religiosos de seu tempo. Questionou o poder do império romano e condenou a opressão. Seu comportamento pacifista e suas ideias revolucionárias inflamaram o discurso dos algozes que passaram a excitar o estado a decretar sua sentença. O fim todos sabemos: Foi torturado, padeceu e morreu.

Séculos depois, sua trajetória ainda anda na boca dos homens e em seu nome, para o mal dito “de bem” – e com rígido contorno de moralidade – muito já foi realizado de forma estanque ao  sentido mais completo do AMOR por ele difundido. O amor incondicional, irrestrito e ágape.

Por isso, quando preso à cruz, ele não pode ser apresentado como um. Ser um, exclui os demais. Preso à cruz, ele é a extensão de tantos, inclusive daqueles que a escolha pelo modelo “oficial” quis esconder.  Sendo assim, sua imagem humana não pode ser apenas branca e masculina. Na cruz, ele é homem e é também mulher. Ele é o corpo indígena nu que a igreja viu tanto pecado e nenhuma humanidade. Ele é a ialorixá que professa a fé apedrejada e vilipendiada. Ele é corpo franzino e sujo do menor que você teme no momento em que ele lhe estende a mão nas calçadas. Na cruz, ele é também a pele preta de cabelo crespo. Queiram ou não queiram, o corpo andrógino que te causa estranheza, também é a extensão de seu corpo.

Sem anunciar o inferno, ele prometeu que voltaria. Acredito que, se ele voltasse à terra por uma encosta que toca o céu – para nascer da mesma forma: pobre e mais retinto, criado por pai e mãe humilde, para viver ao lado dos oprimidos e dar-lhes acolhimento – ele desceria pela parte mais íngreme de uma  favela qualquer dessa cidade. Talvez na Vila Miséria*, região mais alta e habitada do Morro de Mangueira. Ali, uma estrela iluminaria a sala sem emboço onde ele nasceria menino outra vez. Então, ele cresceria entre os becos da Travessa Saião Lobato*, correria junto das crianças da Candelária*, espalharia suas palavras no Chalé* e no “Pindura” Saia*. Impediria que atirassem pedras contra os que vivem nas quebradas e nos becos do Buraco Quente*. Estaria do lado dos sem eira e nem beira estranhando ver sua imagem erguida para a foto postal tão distante, dando as costas para aqueles onde seu abraço é tão necessário.

Se sobrevivesse às estatísticas destinadas aos pobres que nascem em comunidades, chegaria aos 33 anos para morrer da mesma forma. Teria a morte incentivada pelas velhas ideias que ainda habitam os homens. O amor irrestrito ainda assusta. A diferença jamais foi entendida. Estender a mão ao oprimido ainda causa estranheza. Seria torturado com base nas mesmas ideias.

Morto, ressuscitaria mais uma vez e, por ter voltado em Mangueira, saudaríamos a possibilidade de vermos seu sorriso amoroso novamente com o que aqui fazemos de melhor. Louvaríamos sua presença afetuosa com samba e batucada. Vestiríamos todos nossa roupa mais cara. Aquela de paetês e purpurina. De cetim com joias falsas. Desfilaríamos diante dele e, em seu louvor, instauraríamos a lei que rege nossos três dias de folia. Sem pecado, irmanados e em pleno estado de graça.

Explicaríamos nessa ocasião que a cruz pesada que carregamos como fardo ao longo do ano nos é tirada das costas no carnaval. Por ter vencido a morte e sem ter o peso de sua cruz nas costas, ele sorri para a baiana que desce para se apresentar. Ele acena com a mão direita para a passista que amarra a sandália, enquanto a mão esquerda dá a benção para o ritmista que rompe o silencio com a levada de seu tamborim.

Fitando o céu, ele parece ver algo ou alguém acima da linha do horizonte . Sorri, como se pego em meio a brincadeira e se soubesse humano também.  Entendendo que ali ele é rebento e que todos, sem exceção, são seu rebanho; ciente de que o pecado, por vezes, é invenção para garantir medo e servidão, ele pede para que toda essa gente que brinca anuncie enquanto canta sorrindo:

A VERDADE VOS FARÁ LIVRE.

Vila Miséria* Travessa Saião Lobato* Candelária* Chalé* Pindura Saia* Buraco Quente* – Todos os nomes referem-se a localidades ocupadas pela comunidade do Morro da Mangueira.

Rio de Janeiro, Julho de 2019.

PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E TEXTO: LEANDRO VIEIRA

Publicado em Carnaval | Deixe um comentário

Citações: Étienne de La Boétie.

Não é por falta de aviso:

“Não pode haver amizade onde há deslealdade, desconfiança, injustiça. Entre os maus, quando se reúnem, e um complô, se entretemem; não são amigos, mas cúmplices.”

Étienne de La Boétie

Publicado em Citações | Deixe um comentário