4° Seminário Tem Samba na Academia – O Samba e as Políticas Públicas de Cultura.

O Centro de Referência Carioca do Samba com apoio do Laboratório de Políticas Públicas LPP (UERJ) e do Programa de Políticas Públicas e Formação Humana PPFH (UERJ) apresentam o 4° Seminário Tem Samba na Academia – O Samba e as Políticas Públicas de Cultura.

Local: Auditório 11 da UERJ
Horario: 9 as 18 horas

Inscrições pleo link: https://docs.google.com/forms/d/1U74AOgRFSvZuY-QGKGrtWoFEEbPmcmJ8D4R-a6dmN28/edit

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Não sei, só sei que foi assim!

Inércia, apatia, desesperança, desencanto e medo, traduzem o clima da sociedade brasileira e do Rio de Janeiro em particular.

Nestes tempos sombrios lembrei de um episódio protagonizado por jovens sambistas cariocas nos idos de 2013. O fato ocorreu no movimento #ocupacamara. Faço minha a frase do Chicó – personagem de Ariano Suassuna na peça “Auto da compadecida” – como foi? Não sei, só sei que foi assim!

A galera do samba tinha marcado presença na escadaria da Câmara dos Vereadores em solidariedade à moçada que mantinha a ocupação do lugar desde o início da CPI dos ônibus integrada por quatro notórios pizzaiolos, que hoje, na certa, devem estar felizes com o festival de regalias que brotam feito semente no Palácio do Planalto.

#ocupacamara

Pois é, para não perder o rumo da conversa lembro que, lá pelas tantas e enquanto a roda rolava na escadaria, a moçada viu subir, com certa apreensão, uma fileira de policiais que acabou cercando os músicos. Acho que alguém comentou baixinho que a roda ia engrossar, mas, pelo sim, pelo não, o pessoal continuou cantando como se não fosse com eles.

De repente, um dos fardados deu voz de comando:
-Dá pra levar um Bezerra da Silva?
No bate pronto, a rapaziada mandou o samba abaixo.

www.youtube.com/watch%3Fv%3Dd2u8TAedFDA

A Semente

Meu vizinho jogou
Uma semente no seu quintal
De repente brotou
Um tremendo matagal (Meu vizinho jogou…)

Quando alguém lhe perguntava
Que mato é esse que eu nunca vi?
Ele só respondia
Não sei, não conheço isso nasceu ai

Mas foi pintando sujeira
O patamo estava sempre na jogada
Porque o cheiro era bom
E ali sempre estava uma rapaziada

Os homens desconfiaram
Ao ver todo dia uma aglomeração
E deram o bote perfeito
E levaram todos eles para averiguação e daí…

Na hora do sapeca-ia-ia o safado gritou:
Não precisa me bater, que eu dou de bandeja tudo pro senhor
Olha aí eu conheço aquele mato, chefia
E também sei quem plantou

Quando os federais grampearam
E levaram o vizinho inocente
Na delegacia ele disse
Doutor não sou agricultor, desconheço a semente

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Boipeba

Praia da Cueira, a caminho de Moreré.Boipeba mapa

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Conspiração lusitana.

Semana passada tinha comentado que estava dando tratos a bola para ver se conseguia passar uns dias em Ovar, distrito de Aveiro. Imaginei que era um bom motivo para tentar descobrir, de passagem por Oliveira de Azeméis e Estarreja, o “Mistério da estrada de Sintra”, do mestre Eça de Queiroz.

Lembro de ter comentado que, tendo sorte ou não na empreitada, iria aproveitar para almoçar em Albergaria a Velha e de, quebra, visitar sua linda biblioteca. Os motivos para visitar a cidade são vários. Vou mencionar uns pocos que tem relação com a cultura carioca.

As cores da cidade, são as as cores improváveis do bloco carnavalesco Simpatia é Quase Amor: Lilás e amarelo. Para aqueles que achavam que eram a inpiração vinha do Engove, eficaz remédio para os males da ressaca, apresento uma mostra irrefutável dos laços lusitanos da instituição carioca.

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Foi lá também que tive uma epifania, ao descobrir, num cruzamento da cidade, o nome da pastelaria de fabrico próprio: Danela. Pensei primeiro, tratar-se da leitura portuguesa do singelo nome da minha filha, Daniela, mas confeso que rapidamente veio outra imagem à minha cabeça. Tira daqui, arruma de lá, isso pode ser quase um “dá nela”, música politicamente incorreta do meu amigo Sylvio Chaves.

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Na sequência aparece , dobrando a esquina, (vejam bem não se trata do fantástico grupo de choro do Macarrão,  Lenildo e do Paulinho e da Luciane Menezes) mas dobrando a esquina mesmo, vi uma placa que me fez lembrar do pé limpo de Laranjeiras chamado Rio Vouga, frequentado pela nata da boemia do bairro do mesmo nome e sede do bloco Laranjada e do seu fundador e saudoso parceiro Serginho Caó.

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Pois é, de lá pra cá fui tentando traçar mentalmente itinerários, trajetos e possibilidades. Eis que recebo, via WEB, a matéria abaixo que lista 31 bons motivos para conhecer Lisboa e a terrinha. Achei simpático compartilhar na minha página do Facebook.

Pra que?  Meus amigos portugueses, claro, desqualificaram a matéria e quase fazendo uma referência a Joaquim Sabina, meu poeta espanhol preferido,  esclarecem que “sobram los motivos”.

Vai aqui, para quem não conhece a url do disco do Sabina:

Pelo visto vamos ter que começar a contar. Por via das dúvidas, registro dois motivos: o fado vadio da Tasca do Chico e a tasca da Comadre. Agradeço o envio de sugestões sobre os bons motivos para visitar Portugal.

http://www.globalpost.com/dispatch/news/regions/europe/140515/31-reasons-you-should-move-lisbon

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O Couro do falecido.

Amanhã tem samba no Trapiche Gamboa. No comando da roda, o querido parceiro Eduardo Galloti.

Lembrei do Galo e da sua interpretação do Couro do falecido, samba de Monsueto e Jorge de Castro. No CD O Samba das Rodas, Gallotti faz uma reverência ao samba do mestre Geraldo Pereira, Cabritada Mal-Sucedida, e realiza um registro da importância do cabrito na cultura popular.

Ouve um tempo em que os instrumentos de percussão das escolas de samba – que surgiram no Rio de Janeiro ali, na fronteira da terceira década do século XX, com a “Deixa Falar”, hoje Estácio de Sá – eram confeccionados com  o couro deste nobre animal. Hoje, a tecnologia permite outras matérias primas que, acrescentamos, não caem no gosto dos puristas.

Pois bem, o couro do cabrito é fundamento de um aspecto da cultura popular.

Na década de 1930, durante o governo  de Getúlio Vargas,  o samba será escolhido como gênero musical  que define a identidade nacional.

O banimento dos metais – instrumentos característicos do Ranchos Carnavalesco – e a consagração de uma orquestra de percussão, revela que o couro do cabrito é fundamento de um aspecto da cultura popular.

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Documentários sobre Carnaval de rua: registro e produção de memória.

Texto apresentado na Conferência Internacional Cinema – Arte,Tecnologia,Comunicação.

Avanca. Portugal. Julho de 2017

210 Avanca 2017

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Artes Visuais

Artes Visuais

 

CURSO-SUPERIOR-DE-ARTES-VISUAIS-Final-Sião

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